Arce aponta as falhas do Palmeiras

Na visão do paraguaio Arce, a boa fase que o Palmeiras vem atravessando não é suficiente para esconder alguns defeitos do time. Nesta segunda-feira, o jogador revelou que a equipe está encontrando dificuldades especialmente para determinar o ritmo da partida. "Estamos falhando muitas vezes no passe final. E ainda nos falta uma maior conscientização em relação ao momento certo para segurar a bola e para colocar mais velocidade no jogo. Precisamos melhorar mais um pouco, mas no geral estamos bem".Capitão do time, Arce explicou que pequenos erros como os citados acima podem fazer a diferença em um campeonato de tiro curto como a Copa dos Campeões. "Mas é inegável que a equipe adquiriu uma cultura tática muito boa nesses últimos dias. Os jogadores adaptaram-se rapidamente ao novo esquema de Luxemburgo, no qual estou atuando no meio-campo. Para mim, foi uma surpresa, porque os times grandes sempre sofrem uma cobrança maior do que os pequenos quando passam por períodos de transição", disse o paraguaio.Com contrato prorrogado apenas até o dia 10 de agosto, Arce confirmou que antes de viajar para Teresina conversou com o presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi. Recebendo US$ 60 mil mensais, o jogador afirmou que não tratou de uma possível redução salarial. No entanto, externou a vontade de permanecer no Parque Antártica para o Campeonato Brasileiro."O presidente que vai decidir se quer renovar o meu vínculo ou se chegou o momento para que eu vá trabalhar em outro lugar. Hoje, sou dono do meu passe, e seria muito cômodo permanecer de férias no Paraguai esperando alguma proposta. Se viajei para o Nordeste é porque achei que seria interessante para mim", explicou Arce.Com 31 anos, o paraguaio confirma estar plenamente adaptado à função de segundo volante. "Não esperava que fosse acontecer tão rapidamente. No meio, corro muito mais do que na lateral, ao contrário do que muitos pensam, além de me comunicar muito mais com os companheiros porque nunca sei o que está acontecendo nas minhas costas".Arce direcionou seu planejamento familiar para jogar por mais quatro anos. E afirma que pode voltar à antiga posição a qualquer momento, de acordo com as necessidades do clube que defenda. "Quero deixar claro que tenho totais condições de correr. Jamais vou enganar alguém. Mudei de posição para atender a uma necessidade do Vanderlei Luxemburgo".O jogador prefere não fazer projeções sobre o Paysandu, adversário do Palmeiras na semifinal da Copa dos Campeões, domingo, em Belém. "Cada jogo faz parte de um contexto diferente. Se me perguntarem se é injusto jogar em Belém, na casa do adversário, poderia até dizer que sim. Mas nenhuma equipe chega a uma fase decisiva sem méritos."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.