Fernando Bizerra Jr./EFE
Fernando Bizerra Jr./EFE

Arce chama Tite de nervosinho, mas exalta Brasil: 'Está voltando a ser o melhor'

Técnico da seleção paraguaia marcou época atuando no futebol brasileiro

Felippe Scozzafave, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 00h46

Francisco Javier Arce tem história no Brasil. O hoje técnico da seleção paraguaia marcou época atuando no futebol brasileiro, sendo ídolo de clubes como Grêmio e Palmeiras. Como treinador, porém, não obteve sucesso em sua primeira visita ao País como técnico de sua seleção, perdendo por 3 a 0, na Arena Corinthians, em São Paulo, na noite desta quarta-feira, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Apesar de elogiar o desempenho de seus jogadores, principalmente no primeiro tempo, Arce admite que o Brasil foi bastante superior e mereceu a vitória, a oitava consecutiva nas Eliminatórias.

"A gente sabia que não teria muitas oportunidades. Tínhamos que aproveitar essas chances. No segundo tempo, eles foram muito superiores, tenho que admitir isso. Muita habilidade e velocidade para tocar a bola. Pelo segundo tempo, eles mostraram o porque estão nessa posição", disse o treinador, em entrevista coletiva após o jogo. "No presente, quanto a jogo, organização e confiabilidade, está voltando a ser a melhor ou uma das melhores do mundo", afirmou, rendendo-se ao momento da seleção brasileira.

No comando de sua seleção desde o ano passado, o técnico de 45 anos admitiu se espelhar em Tite, mas deu uma cutucada no treinador brasileiro. "Eu acho que ele é um exemplo, mas é um pouco nervosinho. Teve horas que ele apelou comigo sem razão. Ficou falando para não bater por trás, mas ninguém fez com intenção. Mesmo assim, é um grande treinador", provocou.

Para Arce, a arbitragem também influenciou muito no resultado, principalmente no pênalti marcado sobre Neymar. "A arbitragem hoje foi péssima, uma vergonha, o Brasil não precisa disso. Uma estupidez que hoje fez (o árbitro peruano Víctor) Carrillo", completou o treinador.

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