Arce deve mesmo sair, diz procurador

O empresário Gilmar Veloz, procurador do lateral Arce, não vê muitas possibilidades de o jogador continuar no Palmeiras em 2003. ?Temos uma proposta do Gamba Osaka, do Japão, e se quiser que ele continue o Palmeiras tem de cobrir essa proposta. Ocorre que está difícil negociar com eles?, afirmou.A negociação enrosca na própria indefinição eleitoral que o clube vive. ?Não sei se vai ficar o Mustafá, se vai entrar outro. Preciso de uma resposta no máximo até dia seis e até agora nada. Está na mão do Lapola (diretor de futebol) e ele não me procura, não fala nada?, lamentou Veloz. O novo presidente do Palmeiras será escolhido dia seis de janeiro. A disputa é entre o atual presidente, Mustafá Contursi, e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. O eleito terá como primeira missão resolver a questão de Arce.ATRASO - A proposta dos japoneses supera os salários atuais de Arce no clube e Veloz não admite pensar na possibilidade de o lateral continuar no Brasil ganhando menos do que receberia no Japão. ?O Arce aceitou reduzir seus salários nas duas últimas renovações que fez. Agora, não. Ele tem uma proposta oficial para ganhar mais. Então, qual o motivo para ficar ganhando menos? E além do mais, as coisas andam meio complicadas no Palmeiras. Eles erram o dia do pagamento, muitas vezes tem atraso. Assim, nem dá para conversar.?Gilmar Veloz mostra certa mágoa com o tratamento que a diretoria palmeirense está dando ao jogador paraguaio. ?Ele fez nove gols no Campeonato Brasileiro e 13 no decorrer da temporada. Foi o artilheiro do Palmeiras. Se os centroavantes que o clube contratou fizessem o mesmo número de gols que o Arce fez, o Palmeiras não teria sido rebaixado, estaria livre. Então, está na hora de decidirem se querem ficar com um jogador desses ou se vão deixar que ele saia.?Se a saída for confirmada, o Palmeiras terá perdido os dois laterais-direitos com que contou este ano. O outro, Leonardo Moura, assinou contrato com o São Paulo. Quem volta é Neném, que pertence ao clube e defendeu o Goiás no Campeonato Brasileiro. Na lateral esquerda também há deficiência, após a saída de Rubens Cardoso. Ficaram Adalto e Rovílson, que não contam com a confiança de Jair Picerni. O técnico já pediu a contratação de um jogador para a posição.O Palmeiras tem como certa a volta dos volantes Claudecir e Magrão, que começaram no São Caetano com Picerni, e que no semestre passado foram emprestados ao clube do ABC, dirigido por Mário Sérgio. E continuam as negociações para as contratações de Dininho e Adãozinho, também do São Caetano, e de Nenê, que pertence ao Paulista de Jundiaí e que defendeu o Palmeiras na última temporada.

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