Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Arena do Grêmio corre para recuperar gramado para jogo da seleção

Comitê Organizador Local adota medidas, como aplicação de adubo líquido, luz artificial e replantio de grama

Ciro Campos, enviado especial a Porto Alegre, e Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2019 | 18h25

Após as críticas de jogadores e treinadores, o Comitê Organizador Local da Copa América vem adotando várias medidas para recuperar o gramado da Arena do Grêmio para o próximo jogo da seleção brasileira, quinta-feira, pelas quartas de final da Copa América. Na quarta-feira, a seleção deve fazer um treino no local de acordo com a programação oficial do torneio. 

A equipe de manutenção do estádio fez aplicação de adubo líquido imediatamente após a partida da Argentina, no domingo. Nesta segunda-feira, foram feitas correções de buracos e danos no campo, práticas normais após uma partida. Outras medidas adicionais foram a utilização ininterrupta de luz artificial e o plantio de semente Ryegrass pré-germinada (grama utilizada no inverno).

A Arena do Grêmio é o estádio com maior incidência de sombra no campo de jogo no Brasil, especialmente durante o inverno. Mesmo com as ações, o comitê informa que o gramado "encontra-se nivelado e com cobertura de grama em toda a sua extensão".

A Arena Porto Alegrense, empresa responsável por administrar o estádio gremista, explicou que dois fatores estão retardando a recuperação do gramado: o clima e o excesso de jogos. "A primeira e mais importante (variável) é relacionada ao clima. A Ryegrass se desenvolve melhor em temperaturas mais baixas, o que não está ocorrendo em Porto Alegre neste período. Aliada ao sombreamento do inverno (metade do campo), as temperaturas estão mais elevadas, retardando o desenvolvimento da mesma e a sua recuperação pós atividades", explicou a administradora.

Os gestores também citam o volume de atividades no gramado entre 14 e 23 de junho. O campo foi utilizado sete vezes neste período: em três jogos - os empates entre Peru e Venezuela (0 a 0) e Uruguai e Japão (2 a 2) e a vitória da Argentian sobre o Catar (2 a 0) - , três aquecimentos pré-jogo e um treino de reconhecimento. "Os treinos exigem muito do gramado e o afetam de forma heterogênea, apresentando mais desgastes em algumas áreas do campo, dependendo das atividades realizadas", diz outro trecho do documento.

As medidas foram aceleradas depois das críticas de vários atletas, entre eles, Lionel Messi, que reclamou do gramado depois da vitória da Argentina sobre o Catar, no domingo.  "(A bola) Quica muito no campo. Todos os gramados que jogamos estavam muito ruins. É difícil", reclamou a estrela do Barcelona", que jogou também na Fonte Nova e no Mineirão.

Na visão da comissão técnica do Brasil, o gramado é fundamental para o bom futebol. As irregularidades da superfície dificultam uma criação com qualidade, principalmente para um time que costuma concentrar maior tempo de posse de bola. O gramado é tão importante que Tite indicou o gramado com o fato fundamental para a goleada de 5 a 0 sobre o Peru, no sábado, na Arena Corinthians.

"Esse jogo contra o Peru foi feito no melhor gramado que jogamos aqui no Brasil. O gramado é fundamental para proporcionar um grande espetáculo. Como ainda temos alguns dias até o jogo, esperamos que possam recuperar", afirmou Philippe Coutinho, em entrevista coletiva nesta segunda-feira. 

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