José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Arena Pernambuco passa por simulação de ataque terrorista

Simulação foi boa, de acordo com Exército, que diz haver preparo também para bomba nuclear ou biológica

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2014 | 16h17

SÃO LOURENÇO DA MATA - A área externa do estádio Arena Pernambuco, no município metropolitano de São Lourenço da Mata, foi tomada, na manhã desta quarta-feira, por ambulâncias, caminhões do Exército, helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, bombeiros, médicos, socorristas, especialistas em energia nuclear e militares do Destacamento de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército, numa simulação de ato terrorista com utilização de bomba química.

"Estamos 100% preparados para atender a vítimas deste tipo de ação", avaliou, ao final do treinamento, o oficial de ligação de defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear Keunny Raniere, que é também chefe de comunicação social do Comando Militar do Nordeste.

Da simulação participaram mais de 200 pessoas. Nos dias de jogos da Copa, entre 500 e 800 pessoas participarão do controle e atendimento a vítimas de um atentado. A área interna do estádio fica sob a segurança do pessoal da Fifa, que identificaria o conflito. Avisado, cabe ao Centro Integrado de Comando e Controle Regional acionar o esquema de atendimento, que inclui a montagem, em 20 minutos, de três barracas.

A primeira, para acolhimento das vítimas e a segunda para triagem - os casos mais graves são identificados com pulseiras vermelhas, os médios com pulseiras amarelas e os leves, verdes. Todos passam, então, pela terceira barraca, para descontaminação. Em seguida, quem estiver em situação grave será levado em helicóptero ou ambulância para hospitais de referência da rede de saúde estadual.

Os médios poderão ser atendidos pelas equipes médicas locais e, se necessário, também encaminhados à rede hospitalar, enquanto os casos leves, liberados. Nos dias de jogos, quatro helicópteros estarão disponíveis - dois do Exército, um da Secretaria estadual de Defesa Social e um da Polícia Rodoviária Federal.

SIMULAÇÃO

Segundo Raniere, a diferença entre a simulação e uma ocorrência real em um jogo da Copa será o tumulto que caracterizaria ambiente. "Aqui trabalhamos na calmaria". Ele informou que os treinamentos vêm ocorrendo há seis meses, com integração de todos os órgãos e instituições envolvidos na segurança do Mundial.

"Funcionou como um aperfeiçoamento do esquema montado no ano passado para a Copa das Confederações", disse. A escolha de simulação de um atentado químico se deveu à maior probabilidade de uso de bomba química, mais acessível. Uma "bomba suja", segundo Raniere pode ser confeccionada com produtos comprados em farmácia, mas sua explosão pode provocar contaminação pela pele, sistema respiratório e olhos, além de poder matar.

Um atentado nuclear é considerado uma possibilidade rara devido ao seu forte controle, enquanto o biológico - com uso de bactérias ou vírus - tem um período de incubação, que pode não ser percebido de imediato. "Mas estamos preparados para qualquer eventualidade", assegurou.

 

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