Arenas da Copa do Mundo voltam à ativa para torneios nacionais

Vasco e Santa Cruz entram em campo nesta terça-feira, em Cuiabá, pela Série B: no Maracanã, palco da final, tem clássico no dia 27

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 05h03

 O fim da Copa não significa refresco para as novas arenas. Das 12 casas do Mundial, nove voltarão à cena entre esta terça e domingo, com o início das séries A e B do Brasileirão. Algumas ainda passam por fase de adaptação, casos do Itaquerão, em São Paulo, e da Fonte Nova, em Salvador, que estão desmontando as arquibancadas móveis, mas, mesmo assim, vão hospedar jogos normalmente. No Maracanã, palco da decisão entre Alemanha e Argentina, a bola rola dia 27, com clássico entre Flamengo e Botafogo.

Ameaça maior (ao lado da Arena Amazônia) de se transformar num "elefante branco", a Arena Pantanal, em Cuiabá, já tem programação para os próximos três meses. Em parceria do governo do Estado com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), ficou acordada a realização do jogo da Série B entre Vasco e Santa Cruz, nesta terça, às 21h50, com expectativa de público de 35 mil pessoas. Dia 20, Cuiabá hospeda o Paysandu pela Série C. 

Os clubes mato-grossenses, por sinal, serão os responsáveis por não deixar a arena "parada". E a iniciativa para que as arquibancadas tenham bom público foi a realização de rodadas duplas. Serão quatro jornadas entre agosto e setembro, com Luverdense (Série B), Cuiabá (C) e Operário (D) em campo.

Negociações ainda visam levar outros times da elite à Arena. Depois, o estádio será repassado à iniciativa privada. O processo de concessão deve ter início durante este mês. 

Outros dois estádios recebem duelos da Série B. A Arena Pernambuco será palco de Náutico x Sampaio Corrêa. O Timbu, por sinal, é o único clube do Estado confirmado como mandante no local - já jogou por lá em 2013. Mas há negociação com o Sport para, eventualmente, o rubro-negro usá-lo como casa.

Às 21h50, a Arena das Dunas reabre suas portas para América-RN x Bragantino. Foi feita uma promoção para captação de público, com ingressos por R$ 15. O América mandará todos os seus jogos da Segundona no estádio, que ainda será aberto para eventos ou shows.

O Castelão, em Fortaleza, inicialmente hospedará jogos do Ceará na Série B. O primeiro acontece sábado, com o Icasa.

SÉRIE A DOMINA

Os jogos da elite é que dominarão a maioria das arenas, com Corinthians, no Itaquerão, Cruzeiro, no Mineirão, Internacional, no Beira-Rio, Atlético-PR, na Arena da Baixada, Flamengo, Fluminense e Botafogo, no Maracanã, e Bahia, na Fonte Nova.

Deles, apenas o Maracanã não abre as portas de imediato - passa por adaptações pós-Copa. Reabre dia 27. Os demais já terão seus times em ação agora.

Outra a realizar promoção na venda de ingressos, a Fonte Nova espera "casa cheia" quarta, quando o Bahia apresentará sua renovada equipe no duelo com o São Paulo. Bilhetes mais baratos foram vendidos por R$ 20, e a expectativa é "que o público seja semelhante ao da Copa".

A confiança é geral em estádios cheios na volta dos clubes aos gramados. O Corinthians (mais informações abaixo), por exemplo, confia em um público de 40 mil pessoas na quinta-feira, diante do Internacional. Ontem, 20 mil ingressos já haviam sido comercializados.

Mesmo com o desmonte das arquibancadas provisórias e a realização de outras obras, a casa corintiana vai hospedar o time até o fim do ano sem intervenções. "As obras serão realizadas por Odebrecht e Fast e vamos ter os jogos normalmente", afirma Lúcio Blanco, diretor de arrecadação do clube.

O líder Cruzeiro "convoca" há uma semana seus torcedores para o duelo com o Vitória, também na quinta-feira. O pedido da diretoria vem sob convite para realização de "uma grande festa para o líder".

O Inter e o Atlético-PR jogam fora na semana. Mas também querem realizar festa no domingo, no retorno ao lar. Os gaúchos recebem o Flamengo e os paranaenses, o Criciúma.

Mané Garrincha (casa dos cariocas e do Santos em 2013) e Arena Amazônia ainda buscam jogos para o segundo semestre. O estádio de Manaus recebeu solicitação de eventos e partidas, mas, até o momento, teve confirmado apenas um show. Enquanto não fecha jogos, a arena passa por obras da desmontagem das estruturas complementares usadas no Mundial. A situação do Mané Garrincha é parecida, com negociações de shows e jogos ainda sem data definidas.

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