GERALDO BUBNIAK/AGB/PAGOS
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Arenas de São Paulo estudam uso da biometria no acesso da torcida

Gestores do Allianz Parque e da Arena Corinthians buscam informações com o Atlético-PR

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2018 | 06h00

Gestores do Allianz Parque e da Arena Corinthians estão trocando informações com o Atlético Paranaense sobre a utilização da biometria (leitura das impressões digitais) para acesso dos torcedores aos estádios. O clube paranaense é o único do País a adotar o sistema em todos os setores da Arena da Baixada; Grêmio e Inter adotam a biometria apenas nos setores destinados às torcidas organizadas. 

+ Biometria será usada para acesso das torcidas em 2018

A biometria é uma medida para aumentar a segurança. O primeiro passo é instalar equipamento de leitura ao lado das catracas, na entrada dos estádios. Paralelamente, é feito o cadastramento dos torcedores, sócios ou não. Por meio do cadastro, é possível cruzar as informações com os órgãos de segurança para garantir que eventuais medidas restritivas, como um mandado de prisão ou uma proibição de entrar no estádio, seja cumprida de fato. 

O tema vem sendo debatido a nível nacional, em várias esferas. No Paraná, está em andamento um projeto com participação do Tribunal de Justiça (TJ-PR), a Secretaria de Segurança Pública (SESP), o Instituto de Identificação, o Detran e a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação (Celepar). A ideia é que a biometria seja adotada em todo o estado.

Em São Paulo, está em tramitação na Assembleia Legislativa o projeto de lei 779/2017, de autoria do deputado Celson Nascimento (PSC/SP) propondo a instalação obrigatória de sistemas de identificação biométrica nos estádios futebol com capacidade superior a 10 mil pessoas.

No Rio de Janeiro, uma ação civil pública criada pelo Ministério Público determina a instalação de leitores biométricos nos estádios do Rio. A ação, no entanto, está parada na Justiça. Aprovada pelo Juizado do Torcedor em maio, foi derrubada por um efeito suspensivo pedido pela própria Federação de Futebol do Rio (Ferj).

O Allianz Parque, estádio do Palmeiras, admite o contato com uma empresa fornecedora do serviço de catracas para a Arena da Baixada e a Arena Grêmio, mas negou a adoção imediata da inovação. “Por enquanto, não faremos mudanças em nosso sistema. Fizemos apenas conversas para conhecer as inovações do setor de controle de acesso”, informou a assessoria da Arena.

Fontes ligadas à Arena Corinthians afirmaram apenas que “a biometria está na lista de inovações que a arena pretende adotar, mas os prazos ainda não estão indefinidos”. Os contatos foram feitos durante o Brasileirão de 2017. 

A inovação não é uma unanimidade. No Sul do País, os torcedores reclamam que os clubes estão repassando os custos de implantação do sistema para os ingressos. Na Arena da Baixada, que adota o acesso em todos os setores desde setembro, os torcedores reclamam de aumento de R$ 100 para R$ 150.

“(O aumento) é uma bravata. Nós damos desconto para compra antecipada. A elitização está ligada ao custo do espetáculo. Como pagar 1 milhão de reais por um atleta e cobrar 20 reais pelo ingresso?”, indaga Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR e que reassumiu as funções ligadas diretamente com o futebol. 

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