Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Argentina e Paraguai duelam por vaga na final da Copa América

Messi ainda tenta seu primeiro seu título pela seleção principal

Almir Leite Gonçalo Junior, ENVIADOS ESPECIAIS A CONCEPCIÓN, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 07h00

O argentino Lionel Messi tenta dar nesta terça-feira mais um passo para conquistar seu primeiro título com a seleção principal. O rival, no entanto, é o traiçoeiro Paraguai, que eliminou o Brasil. 

As duas equipes reeditam pelas semifinais da Copa América um dos encontros mais equilibrados da fase de grupos. Naquela partida, a Argentina abriu 2 a 0 no primeiro tempo, mas permitiu o empate no final. “Nós nos conhecemos bem, somos dois treinadores argentinos, mas os jogos sempre são diferentes”, disse o Tata Martino. 

Messi está confiante em chegar à final, mas duplamente preocupado. Depois de receber cartão amarelo contra a Colômbia, ele pode ficar fora da final, caso seja advertido novamente. Mascherano e Agüero também estão pendurados.

“Temos de resolver o jogo antes de mostrar preocupação com a final. Estamos falando do melhor jogador do mundo, sei disso, mas temos jogadores que podem entrar se não pudermos contar com ele”, disse Martino. 

Também incomoda o atacante a dificuldade para fazer gols pela seleção. Mesmo que esteja a apenas dez gols de se tornar o maior artilheiro da história da seleção (Batistuta tem 56), Messi tem uma média muito inferior à do Barcelona. “Incrível como é difícil conseguir marcar pela seleção.”

O Paraguai ganhou moral depois de eliminar o Brasil nos pênaltis. “Se uma equipe que enfrenta de igual para igual rivais como Brasil, Argentina e Uruguai não ganha credibilidade, ela não ganhará diante de nenhum outro”, afirmou o técnico Ramón Díaz, referindo-se à invencibilidade na competição. 

A equipe terá apenas uma mudança no time. Ortiz volta no lugar de Aranda depois de cumprir suspensão. 

Argentinos e paraguaios evitaram falar sobre arbitragem. O escolhido foi o brasileiro Sandro Meira Ricci, que teve uma atuação polêmica no jogo entre Chile x Uruguai, principalmente pela “mão boba” de Gonzalo Jara em Cavani. No episódio, Ricci expulsou apenas o uruguaio. A Conmebol cogitou afastá-lo da Copa América, mas voltou atrás depois da eliminação do Brasil. Ele recebeu a recomendação de esfriar o jogo desde o começo, apitando todas as faltas.

RECURSO

A Federação Chilena conseguiu reduzir de três para dois jogos a suspensão imposta ao zagueiro Gonzalo Jara. Com isso, ele estará livre para defender a seleção na primeira rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Quando Neymar deixou a seleção, a CBF disse que havia desistido de apresentar recurso porque não tinha esperança de reduzir a pena.


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