Argentina e França favoritas na Bolsa

Em tempos de baixa liquidez na Bolsa, os operadores financeiros contam com o início da Copa do Mundo, na próxima sexta, para embalar as apostas no campeonato mundial de futebol. Embora os negócios ainda sejam poucos, o "mercado futuro de futebol" já tem seus favoritos. A Argentina e a França lideram as apostas, com opções cotadas a R$ 17. O Brasil aparece em terceiro, cotado a R$ 15, contra R$ 10 da Itália e R$ 7 da Inglaterra.Este mercado, que surge a cada Copa, não conta um pregão. Na prática, funciona no sistema "fio de bigode", com cada operador fechando a aposta com um colega. O sistema de premiação, contudo, lembra o mecanismo de um mercado de opções. Quem paga hoje R$ 17 na favorita Argentina, por exemplo, ganha a opção de receber R$ 100 no "exercício", que é a final da Copa, caso o país escolhido seja campeão.Assim como no mercado tradicional, um operador também pode reverter ou zerar uma posição ao longo do torneio. Se o apostador de uma seleção mudar de opinião, pode vender a opção para outro participante. Neste caso, ele terá lucro ou prejuízo de acordo com a cotação do país no mercado. Se um craque argentino se contundir, por exemplo, ou se o a seleção do país perder a primeira partida, a cotação tende a cair. Neste caso, o operador poderá, se quiser zerar, ter que "realizar prejuízo".E da mesma forma do mercado formal, no futuro do futebol a possibilidade de ganho também é proporcional ao risco. Quem quiser apostar num azarão como o Japão, por exemplo, ganha a opção de ganhar R$ 100 na final apostando apenas R$ 1 - o que só acontecerá, claro, na pouco improvável hipótese de os japoneses faturarem a Copa.As apostas podem variar de 10 a mais de mil lotes (cada lote dando direito ao recebimento de R$ 100), mas normalmente as operações são de 50 a 100 lotes. Mais uma semelhança com o mercado "normal": calote é palavra proibida e quem não pagar a aposta tem o rating (classificação) pessoal rebaixado em nível default (calote).

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