Juan Mabromata / AFP
Juan Mabromata / AFP

Argentina cresce sob o comando de Scaloni, passa a não depender de Messi e garante vaga na Copa

Sem perder desde 2019, seleção albiceleste carimba passaporte rumo ao Catar de forma invicta e vê nova geração renovar esperanças no Mundial após título da Copa América de 2021

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2021 | 09h42

A Argentina está na Copa do Mundo. A campeã da Copa América de 2021 no Brasil carimbou o passaporte rumo ao Catar nesta terça-feira após a combinação dos resultados da 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. Assim como a seleção brasileira, adversária no empate sem gols desta terça-feira, o time albiceleste garantiu vaga de forma invicta, impulsionado pelo bom trabalho do jovem técnico Lionel Scaloni e o crescimento de jovens atletas, tirando o peso das costas de Messi em liderar tecnicamente o time dentro de campo. 

A conquista da vaga veio depois do apito final no Estádio del Bicentenario, na província de San Juan, escolhido a dedo para o duelo com os brasileiros pelo potencial clima de "caldeirão". O empate por 0 a 0 com o Paraguai deixou a Colômbia em quarto lugar, com 17 pontos, mesma pontuação do Peru, quinto colocado. Ambas equipes se enfrentam na próxima rodada e qualquer resultado garante ao menos o quarto lugar para a Argentina, vice-líder com 29 pontos. Também só deu certo porque o Chile não ganhou do Equador, perdeu por 2 a 0. Esse resultado confirmou matematicamente o time de Messi, que vai para a sua quinta Copa do Mundo na carreira.

Se não ganhar mais nenhuma de suas partidas, mesmo assim a Argentina ficaria em quarto lugar pelo número de vitórias que tem. Manteria os 29 pontos e não desceria para a quinta posição, vaga que tem de disputar uma repescagem. Os jogadores festejaram no vestiário ao saber da notícia após a derrota do Chile. 

 

Vivendo grande fase, a Argentina não perde há 27 partidas. O último revés da bicampeã mundial aconteceu em 2 de julho de 2019, quando foi eliminada pelo Brasil na semifinal da Copa América daquele ano. Gabriel Jesus e Roberto Firmino garantiram a vitória por 2 a 0 na ocasião e os brasileiros comemoraram o título no Maracanã ao vencer o Peru por 3 a 1 na final.

O feito dá moral para a equipe albiceleste ir ao Mundial de 2022 com confiança e renova as esperanças da torcida argentina pelo tri. Atualmente, não há nenhuma seleção no mundo há tanto tempo sem sofrer nenhuma derrota. São 17 vitórias e dez empates, com 49 gols marcados e apenas 15 sofridos.  

O bom momento da seleção argentina é creditado ao sucesso de Scaloni em conseguir consolidar um time que antes parecia perdido na reformulação após o Mundial da Rússia. Jogadores como o goleiro Emiliano Martínez, o zagueiro Cristian Romero, os meias Leandro Paredes e Rodrigo De Paul e o atacante Lautaro Martínez ajudam a deixar Messi e Di Maria com menor responsabilidade na construção das vitórias.

Após os jogos desta terça-feira, a Argentina se junta a Alemanha, Dinamarca, França, Bélgica, Croácia, Espanha, Sérvia, Inglaterra, Suíça, Holanda, Brasil e o país-sede Catar no grupo dos já classificados à Copa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.