Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Argentina tem Messi expulso, mas vence Chile e fica com terceiro lugar

Em partida tensa, seleção de Scaloni faz 2 a 1 nos chilenos e garante o bronze no torneio

João Prata, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2019 | 18h00

Quem esperava um jogo morno na disputa pelo terceiro lugar se enganou. Em uma partida nervosa, com muitas faltas e direito a expulsão de Messi, a Argentina venceu o Chile por 2 a 1 neste sábado na Arena Corinthians e ficou com a medalha de bronze na Copa América.

O resultado pode ser considerado um tipo de vingança dos argentinos, que perderam as duas últimas finais do torneio (2015 e 2016) para os chilenos. E talvez por isso, a seleção de Lionel Scaloni veio mais ligada para a partida e tomou conta do jogo. Os chilenos, mais cansados, tentaram parar o adversário na pancada e não deu certo. 

A Argentina abriu o placar depois que Messi pegou na bola pela primeira vez. Ele recebeu no campo de defesa, aos 11, se livrou de três marcadores e sofreu a falta quase no meio de campo. O camisa 10 bateu rápido e colocou Agüero na cara do gol. O centroavante driblou Arias e mandou para as redes.

Os chilenos não conseguiam chegar ao gol de Armani. Os argentinos aproveitaram mais um descuido do rival para ampliar. Lo Celso lançou para Dybala na esquerda, que tocou na saída do goleiro. O terceiro poderia ter saído em seguida. Messi deu linda assistência para Dybala, que desperdiçou.

A partir daí o árbitro paraguaio Mário de Vivar perdeu o comando do jogo. Os chilenos passaram a distribuir pancadas. Medel deu duas entradas em Messi e sequer levou amarelo. Na terceira, em uma disputa de bola na linha de fundo, os dois jogadores se desentenderam e foram expulsos. Os torcedores na arena gritaram o nome do craque argentino e xingaram o árbitro. 

No segundo tempo, os argentinos começaram melhores, mas o Chile foi quem descontou com a ajuda do VAR em um lance polêmico. Lo Celso derrubou Aránguiz na linha da área. O árbitro de campo mandou seguir, mas o de vídeo assinalou o pênalti. Vidal bateu e fez.

O técnico argentino Lionel Scaloni tratou então de tentar segurar a vantagem. Di María entrou no lugar de Dybala com a missão de tocar a bola e fazer o tempo passar. Mas foi com ele que quase saiu o terceiro. O atacante avançou pela esquerda deixou Beausejour para trás e rolou para Agüero, que tocou em cima do goleiro. No fim, os chilenos reclamaram de um toque na mão de Otamendi dentro da área, mas o árbitro mandou seguir.

FICHA TÉCNICA:

ARGENTINA 2 X 1 CHILE

ARGENTINA: Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Paredes e Lo Celso (Funes Mori); Messi; Agüero (Matías Suárez) e Dybala (Di María). Técnico: Lionel Scaloni.

CHILE: Arias; Medel, Jara (Maripán) e Diaz; Pulgar; Isla, Aránguiz (Castillo)), Vidal e Beausejour; Sánchez (Da Silva) e Vargas. Técnico: Reinaldo Rueda.

Gols: Agüero, aos 11, e Dybala, aos 21 minutos do primeiro tempo; Vidal, aos 13 minutos do segundo tempo.

Juiz: Mário A. Diaz de Vivar (Paraguai).

Cartões amarelos: Lo Celso, Paredes, Foyth e Tagliafico; Beausejour, Vidal e Pulgar.

Cartões vermelhos: Messi e Medel.

Público: 41.573 pagantes (44.269 no total)

Renda: R$ 7.180.385,00

Local: Arena Corinthians, em São Paulo.

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