Argentina tenta recuperar o prestígio

A Argentina inicia neste sábado a sua luta para recuperar o prestígio que perdeu por causa do fiasco na Copa do Mundo de 2002, quando chegou como favorita e foi embora na primeira fase. O primeiro obstáculo será o Chile, às 16h, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.O técnico Marcelo Bielsa sabe que a campanha maravilhosa que o time fez nas últimas Eliminatórias - 13 vitórias, quatro empates e uma derrota, 42 gols a favor e 15 contra - foi esquecida pelos torcedores. E que ele é apontado como o principal responsável pelo fracasso no Mundial da Ásia. "Minha imagem está debilitada e a única maneira de reverter a situação é com vitórias."O jogador que foi o símbolo de seu primeiro ciclo à frente da seleção agora é reserva: Verón. Bielsa definiu Almeyda como volante central e os jovens Aimar e D?Alessandro como meias.Em relação ao time que foi titular no Mundial, há outras mudanças: Simeone e Batistuta desistiram de jogar pela seleção, Sorín não foi chamado porque estava sem clube - só no início da semana acertou com o Paris Saint-Germain -, Ortega ficou fora por estar suspenso pela Fifa e Cláudio Lopez perdeu a posição para César Delgado, da seleção Sub-23 e do Cruz Azul.Mudaram os nomes e a intenção é mudar um pouco o estilo de jogo. O técnico garante que o time continuará com sua vocação ofensiva e marcará por pressão no campo do adversário, mas terá mais opções para variar o ritmo de jogo.No time que foi à Copa, a maioria dos ataques nascia de passes longos de Verón. Agora, com Aimar e D?Alessandro, a Argentina tem mais opção de jogo curto e jogadas individuais.Se na época do Mundial o treinador foi criticado por nunca colocar Crespo e Batistuta juntos e por ter convocado Caniggia, agora é atacado por "ressuscitar" o zagueiro Nelson Vivas e deixar Saviola no banco de reservas.O Chile terá uma missão muito complicada pela frente. Como se não bastasse seu péssimo retrospecto em confrontos com a Argentina - cinco vitórias em 71 jogos, sendo quatro empates e 24 derrotas jogando em Buenos Aires -, o time estará desfalcado de seus dois principais jogadores: o atacante Marcelo Salas (River Plate) e o meia David Pizarro (Udinese). Eles estão contundidos e talvez tenham condição de jogar contra o Peru, terça-feira, em Santiago.Mesmo assim, o técnico Juvenal Olmos acha possível sair de Buenos Aires com um bom resultado. "Meu time está convencido de que pode fazer história. Criou-se um panorama pessimista, como se não tivéssemos jeito de evitar a derrota. Mas temos certeza de que podemos conseguir algo importante neste início de Eliminatórias."Como a Argentina, o Chile também tentará recuperar sua imagem. Na edição passada, a equipe conseguiu a proeza de terminar em último lugar, quatro pontos atrás da Venezuela. Foram três vitórias (uma delas contra o Brasil), três empates e 12 derrotas.

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