Argentina testa reforço na defesa para pegar Suíça

Substituição natural para o lesionado Agüero é Lavezzi, mas treinador estuda formação para fortalecer o meio campo

Gonçalo Junior - Enviado especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 05h00

A irregular defesa argentina terá seu primeiro grande teste na Copa: marcar o atacante Xherdan Shaqiri, principal nome da Suíça, rival das oitavas de final, terça-feira, na Arena Corinthians. Exatamente pelas características do ataque suíço, o técnico Alejandro Sabella estuda adotar um esquema mais cauteloso.

Autor dos três gols da vitória fácil sobre Honduras, que classificou a equipe para a fase mata-mata, Shaqiri, atacante reserva do Bayern de Munique, merece cuidados especiais. Quem afirma é o técnico do Bayern, Pep Guardiola. "É preciso ter cuidado com ele. É pequeno, mas é um jogador forte. Perto da área, finaliza rápido e muito bem", afirmou Guardiola durante a palestra "O Mundial segundo Pep", ontem, em Buenos Aires. "Ele é um ótimo reserva. Sempre que entra em campo, faz coisas muito boas. No Mundial, ele está muito bem", completou.

Os defensores argentinos concordam. "O rival é muito complicado. É um time europeu que se classificou bem nas Eliminatórias e vai tornar o um jogo muito difícil, como todos na Copa do Mundo. A Suíça tem jogadores rápidos, que atuam pelos lados do campo. Temos de ficar atentos, principalmente nos contra-ataques", afirmou o volante Fernando Gago.

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EM TESTE

Com a contusão de Sergio Agüero, que estará fora do próximo jogo e não tem presença confirmada caso a Argentina avance, o treinador poderia optar facilmente por Ezequiel Lavezzi. O esquema ofensivo seria mantido. Em vez disso, Sabella pediu que o reserva Ricky Álvarez, meia da Inter de Milão, treinasse com o grupo titular nas atividades de ontem.

Com Ricky Álvarez, a Argentina passa a ter um meio campo mais consistente, capaz de preencher mais os espaços. Nesse caso, o time mudaria sua estrutura tática. Deixaria de lado o poderoso 4-3-3, com Messi, Higuaín e Lavezzi e passaria para um equilibrado 4-4-2. A opção foi testada no segundo tempo contra a Nigéria e deu certo. O time garantiu o 3 a 2 sem sustos.

"É preciso buscar o equilíbrio entre a defesa e o ataque", concordou o lateral Zabaleta, sinalizando uma preocupação dos defensores que vem desde a estreia na Copa do Mundo.

O próprio Ricky Álvarez afirma que o motivo de preocupações não deve ser apenas a habilidade de Shaqiri. Ele conhece bem os outros três principais jogadores da Suíça por atuar no Campeonato Italiano. São eles: Lichtsteiner, da Juventus, e Inler e Behrami, do Napoli.

"A Suíça tem grandes jogadores, que trabalham bem a bola e criar várias situações de perigo", afirmou Álvarez. "Além disso, as equipes mudam sua maneira de jogar quando nos enfrentam. Sabemos que são grandes jogadores, mas não sabemos como virão", alerta.

Suíços e argentinos se enfrentaram em um amistoso em 2012 e o resultado foi uma vitória sul-americana por 3 a 1, com três gols de Messi. Depois de dois anos, expectativa é de um confronto mais equilibrado. "Jogamos contra eles há dois anos e já os conhecemos, mas eles parecem estar em uma forma melhor agora", completou Gago. 

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