Fernando Nunes
Fernando Nunes

Argentino Centurión chega ao São Paulo com status de estrela

Meia-atacante, adquirido por um empresário, que emprestou dinheiro ao clube, define-se como um jogador 'provocador'

Fernando Faro, Estadão Conteúdo

03 de fevereiro de 2015 | 12h53

Se tiver desempenho proporcional à envergadura da sua apresentação, Ricardo Centurión fará história com a camisa do São Paulo. O meia-atacante argentino foi recepcionado em uma concorridíssima cerimônia no CT da Barra Funda que contou com a presença de sócios-torcedores, membros da diretoria e conselheiros do clube. Até mesmo o presidente Carlos Miguel Aidar compareceu, o que só havia acontecido na apresentação do atacante Alan Kardec e do meia Kaká, maiores contratações da sua gestão. O vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, também prestigiou o argentino, que recebeu a camisa 20.

"É um momento importante para o São Paulo. O time está praticamente formado. Se houver espaço, teremos mais reforços. O São Paulo volta para a Libertadores com desejo de vencer, assim como o Campeonato Paulista, o Brasileiro e a Copa do Brasil", afirmou o dirigente.

A grande novidade da apresentação foi a revelação de que o São Paulo não gastou um centavo na transação. Quem adquiriu os direitos federativos de Centurión foi o empresário Vinícius Pinotti, que emprestou dinheiro ao clube a juros abaixo do mercado e não terá nenhum tipo de participação nos direitos econômicos do argentino. Pinotti deu o dinheiro do próprio bolso e planeja repetir a dose com novos parceiros.

"São investimentos de longo prazo. O objetivo é dar o dinheiro barato ao clube; a ideia é trazer um recurso barato. Existe um juro de mercado, nada maior do que um CDI ou renda fixa. O interesse não é tirar dinheiro ao São Paulo, é trazer dinheiro", disse o empresário.

Conhecido pelo estilo driblador e agressivo, Centurión arrancou risos ao se definir um "provocador" e exaltou a representatividade do clube na América do Sul. "Sou um jogador provocador no campo, é minha característica. Não foi dinheiro que me seduziu. É um clube muito grande, vai jogar a Libertadores. É um processo em que vou me adaptar rapidamente, é um clube que quer ganhar mais uma Libertadores e um Mundial. Estou muito feliz de estar aqui."

Tudo o que sabemos sobre:
futebolSão Paulo FCCenturión

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.