Andrea Di Marco/Efe
Andrea Di Marco/Efe

Argentino Tévez revela seu grande medo da infância: 'Ser preso'

Atacante abre o coração ao El País e revela que aprendeu muito na infância pobre no bairro Forte Apache, na Grande Buenos Aires

O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 11h10

 Carlitos Tévez sempre foi avesso às entrevistas. Mas o atacante argentino resolveu abrir o coração ao jornal El País, da Espanha. Em boa fase na carreira, brilhando na Juventus e nos planos da seleção, não fugiu de nenhum assunto e revelou que "ser preso" era seu maior temor da infância pobre em Buenos Aires.

"Quando era criança eu tinha medo de ser preso. Vivia em um bairro onde a delinquência e a droga eram cotidianas. Mas sempre tive muito respeito da polícia", afirmou o atacante, que já manifestou sua intensão em voltar para seu país e se despedir do futebol pelo Boca Juniors.

Nascido e criado no pobre Forte Apache, na Grande Buenos Aires, Tévez nunca fugiu das origens. Até hoje visita os amigos, quando pode, e fala que não tem receio em voltar para o local, onde aprendeu tudo na vida. "Não mudaria nada da minha infância neste mundo. Me serviu para ser uma pessoa direita e saber quais são os valores da vida", afirmou. "As ruas me ensinaram a ser humano. A escola me ensinou pouco, mas as ruas, muito."

Tévez sempre fugiu das confusões na infância, mas teve alguns envolvimentos com a Justiça. Viu seu pai ser sequestrado e, em 2013, quase foi parar atrás das grades por dirigir sem carteira de motoristas em Manchester. A transferência para Turim acabou "salvando-o" da polícia inglesa.

Enquanto está na Europa - tem contrato com a Juventus até 2016 - ele só pensa em coisas boas para o clube. E as metas são grandes. "Quero conquistar a Liga (Campeonato Italiano) e levar a Juventus longe na Liga dos Campeões", garante. O confronto das oitavas é diante do Borussia e, caso ele consiga "imitar" seus ídolos da infância, a missão se tornará mais fácil.

"Como bom argentino, queria ser o Diego (Maradona), mas isso era como querer ser Deus e era impossível. Também me encantava com o Batistuta."  A Juventus torce para que ele, ao menos, incorpore a genialidade do meia e o faro de gols do centroavante.

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