Aristizábal se despede este ano do Brasil

O atacante colombiano Aristizábal, 33 anos, já decidiu que este é o último ano no futebol brasileiro. Depois volta para Medellin, de onde saiu em 1996 para defender o São Paulo. Espera jogar mais um ou dois anos pelo Nacional de Medellin antes de pendurar as chuteiras e ficar definitivamente na Colômbia, onde está sua família - mulher e duas filhas. Mas o jogador não tem nada a reclamar do Brasil. "Eu tenho feito bom trabalho e os brasileiros se comportam bem em relação a mim, o que me deixa muito orgulhoso", diz. No Brasil abraçou a vida nômade, passando pelo São Paulo, Santos, Vitória, Cruzeiro e Coritiba. Teve tempo ainda para retornar em 2000 e 2001 à Colômbia, defendendo primeiro o Nacional e, depois, o Deportivo Cali. Indicado por Telê Santana entre 93, ele recebeu uma proposta somente em 95 e não pensou duas vezes. "Ainda mais para jogar no Brasil, que é o melhor país para se jogar futebol no mundo´, elogia. "Foi um desafio bacana porque me dei muito bem no São Paulo." A maior dificuldade foi o entendimento da língua portuguesa. "É difícil, porque às vezes precisa se entender com alguém e não dá", afirma. "Depois de três ou quatro meses me entrosei direitinho e fui muito bem." Mas ele também lembra dos problemas de adaptação da família. Em 96 veio com a mulher, que estava grávida, e com uma filha, que tinha dois anos. "Era no meio do ano, com muito frio e minha filha ficou doente", recorda. "Como eu tinha que ficar concentrado, minha esposa voltou para a Colômbia e minha filha precisou passar por cirurgia de adenóide." Até 2002, quando defendeu o Vitória, a família acompanhou-o, morando em Salvador. Depois, eles decidiram que a mulher voltaria para a Colômbia com as filhas para que a maior não tenha problemas com os estudos e com a interrupção das amizades de escola. Aristizábal ficou morando sozinho em Belo Horizonte e agora em Curitiba. "Elas vêm me visitar a cada dois ou três meses", consola-se. Mas ele não reclama, preferindo dizer que tudo valeu a pena. "Nosso trabalho é assim mesmo."

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