Arnaldo César Coelho critica decisão da FPF

"É o fim do mundo, é um absurdo", esbraveja o ex-árbitro sobre o afastamento de Sálvio Spínola

Martín Fernandez, O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2008 | 21h04

O ex-árbitro Arnaldo César Coelho, que trabalha como comentarista da TV Globo, bateu forte na decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) de afastar o árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho dos jogos do São Paulo. "É o fim do mundo, é um absurdo", esbravejou Arnaldo, que apitou a final da Copa do Mundo de 1982, entre Itália e Alemanha. "Agora vão deixar os clubes escalarem árbitros? É uma vergonha." Veja também: São Paulo pressiona e FPF afasta o árbitro Sálvio Spínola Árbitro diz que lances do clássico são interpretativos Arbitragem no clássico foi normal para presidente da comissão Vote: Adriano fez falta em William? Opine: Dagoberto sofreu pênalti de Chicão? Bate-Pronto: Adriano e William estão certos em reclamar  Na avaliação do comentarista, a FPF abriu "um precedente perigoso" ao atender explicitamente ao pedido de um clube. "Se ele (o árbitro) for afastado por deficiência técnica, tudo bem. É até bom para ele dar uma descansada", argumentou Arnaldo. "Mas fazer o que um clube pede me parece errado." Arnaldo também criticou a postura de Sálvio Spínola, que se defendeu das acusações de são-paulinos em entrevistas na TV. "Juiz não tem de ficar batendo boca pela imprensa. Esse é outro motivo pelo qual ele poderia ser afastado", declarou o ex-árbitro. O comentarista também tratou de minimizar os erros de Sálvio durante o clássico. "Ele teve uma tarde infeliz, como podem ter o goleiro ou o atacante", disse Arnaldo. "E foi só isso. Foram lances de interpretação, nada grave." Também ex-árbitro e hoje comentarista, Renato Marsiglia discordou do colega. "Acho que Federação fez bem, até para preservar o árbitro", afirmou. "É preciso pensar no ser humano." Para Marsiglia, "existem outros árbitros para apitar os jogos do São Paulo" e "outros jogos para o Sálvio apitar". Ele disse, porém, ser preciso tomar cuidado ao atender pedido de clubes. "Isso pode abrir precedente perigoso", justificou.

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