Arsenal: polêmica por estrangeiros

Os ingleses estão chocados, porque o Arsenal não teve sequer um jogador nascido no país dentre os 16 convocados por Arsene Wenger para a partida contra o Crystal Palace, na segunda-feira, pelo campeonato nacional. O técnico francês, que há várias temporadas dirige o clube londrino, chamou uma legião estrangeira e com isso feriu os brios britânicos. O público que lotou o estádio Highbury festejou a goleada de 5 a 1 e só depois se deu conta da nacionalidade de quem estava em campo. "Não olho o passaporte dos atletas ao fazer a lista de quem vai jogar", justificou Wenger. "Nem havia percebido essa particularidade", insistiu. "Levo em consideração as qualidades técnicas, as necessidades táticas do time e a condição física do grupo."Wenger teve à disposição seus compatriotas Cygan, Clichy, Pires, Vieira, Henry e Flamini. E ainda, o alemão Lehmann, o camaronês Bissam, o marfinense Touré, os espanhóis Cesc, Almunia e Reyes, os holandeses Bergkamp e Van Persie, o suíço Senderos e o brasileiro Edu.Os ingleses Ashley Cole e Sol Campbell não se concentraram porque se recuperam de contusão. O elenco não conta mesmo com muitos ?nativos? e essa situação provocou críticas de Gordon Taylor, presidente do sindicato dos jogadores. "Como podem se desenvolver nossos jovens, se não têm espaço?", questiona o sindicalista.

Agencia Estado,

15 de fevereiro de 2005 | 20h12

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