Artilharia opõe Robinho e Deivid

Deivid e Robinho estão travando uma "disputa sadia" pela artilharia do Campeonato Paulista. Ambos estão com quatro gols, um a menos que Diego Tardelli, do São Paulo, e Finazzi, do América de Rio Preto. Desde 96 o Santos não tem o artilheiro da competição. Naquele ano, o goleador máximo foi o meia Giovanni, atualmente no Olympiakos, da Grécia. "Estamos numa disputa sadia. Claro que os dois querem fazer gols, mas o mais importante é ajudar o Santos, sem ganância", diz Robinho. "Se o Deivid está melhor posicionado, eu toco para ele. Se eu estou melhor colocado, ele toca para mim", emenda.Muito amigos, Deivid e Robinho não param de brincar um com o outro. A disputa pela artilharia é apenas mais um motivo para provocações. "Chamo o Robinho de gandula, porque quando eu comecei a jogar no Santos (em 2000), ele estava nas equipes de base e ficava nos jogos atrás do gol, buscando as bolas", diz Deivid, que apelidou o camisa 7 de "Leci Brandão" por causa de uma suposta semelhança do atacante com a sambista. Robinho retribui a gozação, chamando o companheiro de "gago".Quando é preciso, porém, os dois também sabem falar sério. "A gente brinca um com o outro, mas em campo a coisa é séria. Independentemente de quem for o artilheiro, a intenção é sempre ajudar o Santos a conseguir as vitórias", diz Robinho.O curioso é que no Campeonato Brasileiro do ano passado os dois também acabaram empatados: cada um fez 21 gols. "O legal é que a gente tem um entrosamento muito bom. Quando pego a bola, já sei para onde o Robinho vai correr", diz Deivid. "Se ele for o artilheiro, vou ficar feliz da mesma forma que ficarei se o artilheiro for eu", emenda Robinho.

Agencia Estado,

04 de fevereiro de 2005 | 09h21

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