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Artilheiro explosivo, Chulapa volta a ser 'bombeiro' e amplia ligação com Santos

Além de ter trabalhado diversas vezes nessa função, ex-jogador está marcado como um dos maiores goleadores da história do time

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

25 de julho de 2018 | 11h06

Definido pela direção do Santos como técnico interino enquanto o substituto do demitido Jair Ventura não é contratado, Serginho Chulapa dará sequência nesta quarta-feira, em duelo contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, a uma história de muita identificação com o clube. Afinal, além de ter trabalhado diversas vezes nessa função, ele está marcado como um dos maiores artilheiros da história do time.

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Quando chegou ao Santos em 1983, Serginho Chulapa já era um atacante consagrado, com muitos gols marcados pelo São Paulo e participação na Copa do Mundo de 1982 pela seleção brasileira. E, na Vila Belmiro, ampliou o seu sucesso e a fama de artilheiro, naquela que era o seu time de infância.

Com presença de área e seu potente chute de esquerda, foi o artilheiro das edições de 1983 do Campeonato Paulista e do Brasileirão, sendo vice-campeão do torneio nacional em decisão exatamente contra o Flamengo, rival desta quarta na Vila Belmiro. Já no ano seguinte, marcou o gol do título paulista, diante do Corinthians, aumentando a sua idolatria no clube. E entre idas e vindas até 1990, marcou 104 gols em 202 jogos.

Esses números seriam suficientes para consagrar Chulapa na história do Santos, afinal o tornaram o terceiro maior artilheiro da história do clube após a Era Pelé. Mas ele ampliaria a sua identificação no clube depois de aposentar as chuteiras, trabalhando em diversas comissões técnicas.

Inicialmente contratado para ser auxiliar técnico de Pepe, assumiu o comando do time após a saída de outro ídolo e o comandou durante quase toda a temporada 1994. Mas a sua saída foi turbulenta e lembrou os seus piores momentos de jogador, pois se deu após agredir o jornalista Gilvan Ribeiro.

Mas voltaria ao clube como auxiliar no início dos anos 2000, permanecendo, também entre idas e vindas, até 2016 e dirigindo o time em diversas oportunidades como interino. De volta ao Santos no início de 2018, agora terá a missão de comandá-lo em mais um momento complicado, pois o time está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Assim, destacou a necessidade de a equipe superar o Flamengo na Vila Belmiro. "A gente conhece todo mundo. Cobrança vai ter comigo, desde o começo eu falei que iria proteger e também cobrar. Estamos precisando de uma vitória imediatamente", avisou Chulapa, em entrevista à Santos TV.

No total, Chulapa comandou o Santos 70 vezes, tendo vencido 33 partidas, empatado 20 e perdido 17. Somados aos 202 jogos que fez como centroavante, o ex-jogador tem 272 confrontos pelo time da Vila Belmiro, e isso sem contabilizar as centenas de vezes em que trabalhou como auxiliar.

Do atual elenco que será dirigido nesta quarta-feira por ele, apenas o volante Renato acumula mais jogos pelo clube - 412 - em mais um claro sinal da identificação de Chulapa com o Santos, antes artilheiro explosivo, agora "bombeiro" e apaziguador. E sempre admirado pelos torcedores do clube.

"Para mim é até difícil falar porque ele me conhece desde os oito anos. Era um pirralho quando eu o conheci. É um cara excepcional. Ele sabe que tem o nosso apoio, que gostamos dele e confiamos nas coisas que ele fala", afirmou Gabriel Barbosa, o Gabigol, exibindo a sua idolatria por Chulapa.

 

 

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