Reprodução/AE
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As vendas de Robinho e Alexandre Pato dão início à 'Revolução' no Milan

Informação é do jornal italiano Corriere dello Sport. O clube milanês precisa reagir para escapar do rebaixamento

O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2012 | 17h28

SÃO PAULO -  Os italianos do Milan não estão satisfeitos com os brasileiros Robinho e Alexandre Pato, e pretende negociar os jogadores na próxima janela, em janeiro. O projeto está sendo chamado em Milão de a "Revolução" do Milan. Com o dinheiro arrecadado, estimado em R$ 131 milhões, o clube milanês espera reformular o elenco, hoje em baixa no Campeonato Italiano - o Milan é 15º, com 7 pontos. A informação é do jornal italiano Corriere dello Sport. O ganês Boateng também estaria na lista das dispensas do clube.

Robinho e Alexandre Pato já teriam clubes interessados. O primeiro poderia voltar para a Vila Belmiro, realizando, dessa forma, um antigo sonho do presidente do Santos, Luis Alvaro. O talento de Pato agrada ao comandante do Chelsea, o russo Roman Abramovich, que estaria disposto a desembolsar os quase US$ 40 milhões pelo atacante. 

Além de fazer dinheiro com os brasileiros, o Milan também deixaria de pagar o equivalente a R$ 79 milhões por ano de salário. Robinho e Pato, apesar do prestígio que têm na Itália, não conseguem se firmar na equipe nem ajudar o time a reencontrar seu caminho na competição nacional. No começo desta temporada, o endinheirado Paris Saint-Germain tirou do time numa tacada só o zagueiro Thiago Silva e o atacante Ibrahimovic, deixando o Milan bem mais franco. No Italiano, o Milan já perdeu cinco partidas das oito disputadas. 

O mau futebol também é visto na Copa dos Campeões. Na última rodada, o Milan a equipe perdeu para o Málaga. Robinho e Pato não jogam porque estão machucados, situação que também deixa o técnico Massimiliano Allegre no caminho da rua. O caso de Boateng é pior. A torcida pega no seu pé porque ele pediu aumento para renovar seu contrato. Quer ganhar o equivalente a R$ 10 milhões por ano, o dobro do que recebe. A diretoria não engoliu seu pedido de aumento em meio à crise. Boateng interessa ao Bayern de Munique.

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