Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Às vésperas da Copa, estádios vão bem, mas aeroportos e mobilidade preocupam

País chega a um ano do Mundial com solenidades nas 12 cidades-sede e um balanço dos investimentos do governo

Eduardo Bresciani, BRASÍLIA

12 de junho de 2013 | 08h51

BRASÍLIA - Todas as 12 sedes da Copa de 2014 promovem nesta quarta-feira eventos para lembrar que falta um ano para o pontapé inicial do torneio. Mas, se na questão da construção e reforma dos estádios tudo caminha sem grandes atropelos, apesar do estouro em alguns orçamentos, o mesmo não se pode falar sobre a ampliação de aeroportos e os investimentos em mobilidade urbana.

 

Em alguns lugares a opção foi por fazer um "puxadinho" nos aeroportos. Em outros, projetos importantes de mobilidade urbana foram engavetados, e isso significa menor legado para a população brasileira. Claro que os estádios serão de primeiro mundo. Mas ainda é pouco quando se pensa no que poderia ser feito para 2014.

 

A Copa das Confederações, que começa no sábado com o jogo Brasil x Japão, na Arena Mané Garrincha, ajudará a dar um parâmetro importante de grandes eventos para as seis cidades que receberão os jogos.

 

SEGURANÇA

 

O orçamento da área de segurança da Copa de 2014 prevê investimentos de R$ 1,8 bilhão do governo federal. O Ministério da Justiça é responsável pela maior parte das despesas, R$ 1,17 bilhão. Deste montante, foram investidos R$ 562 milhões até agora. Além da aquisição de veículos, embarcações e armamentos, os recursos da pasta têm por finalidade a integração das forças de segurança.

 

A pasta da Defesa, a qual estão subordinadas as três forças armadas, responderá por despesas de R$ 708 milhões. Segundo a pasta, já foi repassado R$ 630 milhões para gastos relativos ao evento.

Os investimentos vão de defesa do espaço aéreo e fluvial aos centros de comando das operações. A Agência Brasileira de Inteligência também realiza ações relativas à segurança do Mundial.

 

Segundo a agência, até o ano passado as despesas foram pagas sem orçamento específico. Em 2013, porém, foi recebido R$ 11 milhões da Secretaria de Grandes Eventos do Ministério da Justiça para gastos específicos em ações de inteligência para a Copa.

 

TELECOMUNICAÇÕES

 

A previsão do governo federal, inscrita na matriz de responsabilidades, é de investimentos de R$ 371,22 milhões até a Copa do Mundo de 2014 realizados pela Anatel e Telebrás. Deste total, R$ 63 milhões já foram investidos pela Anatel e R$ 60,16 milhões pela Telebrás para atender a estrutura para a Copa das Confederações de 2013.

 

Segundo o governo federal, economias em licitações podem fazer com que o valor final do investimento seja inferior ao previsto. São de responsabilidade do governo federal na área de telecomunicações a implantação de infraestrutura para fornecimento de redes de fibra ótica, links satelitais nas estruturas chave da Copa e ligação via rádio nos campos base das seleções, além da fiscalização e monitoramento de equipamentos e radiofrequência e gestão do uso do espectro e segurança de infraestrutura crítica.

 

A ação mais visível para o público é a implantação da rede 4G, de internet móvel de alta velocidade, em todas as 12 sedes.

 

TURISMO

 

Segundo a matriz de responsabilidades, os investimentos na área de infraestrutura turística serão de R$ 208 milhões. Até agora, segundo o ministério, foram liberados R$ 116 milhões para as 12 sedes, mas até agora nada foi efetivamente pago porque as obras não foram realizadas.

 

Os recursos que serão repassados servirão para a construção de 71 Centros de Atenção ao Turista, 16 obras de acessibilidade em atrativos turísticos e 20 projetos de sinalização bilíngue. O Ministério do Turismo realiza ainda em conjunto com a pasta da Educação o Pronatec Copa, para a capacitação de trabalhadores para o setor. A meta é oferecer 240 mil vagas em 54 cursos pelo Sistema S.

 

O Turismo já repassou R$ 14 milhões ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que executa as despesas de acordo com a realização dos cursos. Até o final de 2012 já tinham sido beneficiados 57,2 mil trabalhadores.

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