Ascensão meteórica leva Antônio Carlos ao Palmeiras

Com pouco mais de oito meses como técnico, Antônio Carlos Zago assume nesta sexta-feira, às 16h30, o comando do Palmeiras. A intenção da diretoria é baixar os gastos com time e começar a reestruturar o departamento de Futebol, desgastado e criticado após os insucessos dos últimos anos.

ALEX SABINO E DANIEL BATISTA, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2010 | 10h51

Após as tentativas com dois treinadores de grife (Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho), com R$ 500 mil mensais de salários para cada um, a aposta agora é em um profissional de menos fama e barato. Zago recebia R$ 30 mil por mês no São Caetano. Por maior que seja sua valorização no Palmeiras, é fato que os valores serão bem inferiores ao de Muricy.

Junto com ele, devem vir o auxiliar técnico Wellington Berto de Oliveira (ex-goleiro do São Paulo) e o preparador físico Carlos Pacheco, que também já trabalhou no Palmeiras.

"Eu não quero acreditar que futebol hoje se decide em bolas paradas. Meus times tentam sempre jogar um futebol bonito", disse Antônio Carlos no intervalo do jogo fatídico para Muricy no Palmeiras - a vitória do São Caetano na quarta-feira por 4 a 1. Era uma crítica nada velada ao futebol apresentado pelo time do Palestra Itália. E uma declaração que foi música para os ouvidos dos dirigentes palmeirenses.

Antônio Carlos vai ao treino do São Caetano para se despedir, pela manhã, e à tarde ser apresentado na Academia. Tanto que o treino na Academia de Futebol, marcado para ser às 9 horas, foi adiado para as 15h30. Ele precisa acertar o pagamento de R$ 300 mil, valor de sua multa rescisória.

Gilberto Cipullo, vice-presidente de Futebol, garantiu que independentemente da chegada de um novo comandante quem irá ficar no banco no clássico com o São Paulo, domingo, será Parraga, técnico do time B.

O ex-zagueiro, que passou por vários clubes, inclusive o Palmeiras na década de 1990, consegue ter uma ascensão meteórica na carreira. Após pendurar as chuteiras, em 2007, ele se tornou diretor técnico do Corinthians, e desde junho do ano passado, assumiu o cargo de treinador do São Caetano.

Preocupada em trazer um técnico identificado com o clube, a diretoria do Palmeiras não pensou duas vezes em contratá-lo. Zago foi o xerife da zaga do Palmeiras na época vitoriosa da parceria com a Parmalat, quando o Verdão conquistou os Campeonatos Paulista e Brasileiro de 1993 e 1994.

Antes da queda de Muricy, o novo treinador vinha sendo cotado para assumir a gerência de Futebol do clube. No Corinthians, ele caiu em desgraça após o episódio em que Ronaldo pernoitou numa boate em Presidente Prudente, onde o time estava concentrado.

Outra polêmica na carreira de Antônio Carlos se deu em 2006, quando atuava no Juventude. Ele foi acusado de atitude racista contra o volante Jeovânio, do Grêmio, e ficou bastante marcado pelo episódio.

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