JF Diório/AE
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Áspero, presidente corintiano Andrés Sanchez nega Tevez e explica Jucilei

Ele confirma o interesse do clube em William Magrão e descarta aumentar a proposta por Luís Fabiano

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 15h50

SÃO PAULO - Ser presidente do Corinthians é ser alvo constante de críticas, polêmicas, especulações. Andrés Sanchez vive esta situação e, nesta quinta-feira, aproveitou entrevista coletiva concedida para explicar a situação com o Clube dos 13 para falar sobre cada notícia surgida sobre o clube nos últimos dias. Pedindo para os jornalistas perguntarem tudo o que quisessem, ele foi sempre áspero.

Começou explicando a situação de Jucilei, vendido por 10 milhões de euros (R$ 23 mi) para o Anzhi, mesmo time de Roberto Carlos. "O Jucilei custou dois milhões (não especificou a moeda). Eu comprei 50% do Corinthians-PR. Na semana que eu tinha que pagar, eu tinha a folha de pagamento. Daí vendi 35% para uma empresa que eu não sei o nome, Ecosport, Ecusport, alguma coisa assim, por 2 milhões. Ela pagou a conta. Só que fizemos um acordo com o Corinthians-PR , que aceitou abrir mão de 10 a 20% da parte deles numa venda", explicou, deixando subentendido que o Corinthians receberá entre 25 e 35% dos 9 milhões de euros (R$ 20 mi) da negociação de Jucilei - um milhão foi ficará como comissão de quem intermediou a venda.

Andrés negou que possa haver qualquer negociação suspeita na divisão de direitos econômicos de jogadores do Corinthians. "Sou fiscalizado todo dia. Você acha que vou fazer alguma coisa para prejudicar meu clube? O Defederico era de cinco pessoas o passe dele, agora parece que é de duas. Tem pedaço de pizza, de file mignon. É essa situação, infelizmente o futebol brasileiro agora é assim, até vir uma nova Lei Pelé. É tudo dividido", explicou.

O presidente do Corinthians ainda reforçou a necessidade de se fazer parcerias para a contratação de jogadores: "Vocês ficam investigando o Corinthians, mas todo mundo faz isso. O Maldonado tem jogador em tudo quanto é canto. Quando o jogador chega por parceria e some vocês (jornalistas) não falam nada, né? Quer que eu cite? O Careca veio por parceria, o Eduardo Ramos, o Wellington Saci. E cadê esses caras?", questionou, destacando que a parceria diminui os prejuízos dos clubes quando a contratação não dá certo.

Quando perguntado por um jornalista sobre quem é Maldonado, Andrés ironizou: "É um clube lá do Uruguai. Se fosse no Corinthians vocês saberiam tudo sobre o time". Thiago Heleno, agora no Palmeiras, é um dos jogadores brasileiros que são registrados no clube uruguaio e emprestados a equipes daqui.

Ele também ironizou a possibilidade de Carlitos Tevez voltar ao clube: "Não enquanto eu for presidente. Senão, eu vou preso. Imagina, trazer um jogador do Kia, que é meu amigo?".

Sanchez confirmou que o time precisa de um zagueiro, um meio-campista e um atacante, confirmou o interesse do clube em Willian Magrão e se negou a aumentar a proposta por Luis Fabiano: "Se ele vier pelo que eu ofereci ao Sevilla, ele interessa sim". Ao ser perguntado sobre Adriano, voltou a mostrar acidez: "Você (jornalista) quer ressuscitar defunto?"

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