José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Aspirantes vão ter de esperar na fila para fazer parte da Fifa

Novos juízes só deverão ingressar na entidade a partir de 2017

Almir Leite; Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2015 | 17h00

O Brasil tem hoje sete árbitros aspirantes à Fifa. De acordo com a Comissão de Arbitragem, todos se enquadram nas exigências atuais da entidade. Têm bom desempenho físico, são bem avaliados pela CBF nos aspectos técnico e disciplinar, além de serem jovens. Mas só começarão a entrar no quadro da Fifa a partir de 2017.

Dos sete, o catarinense Braulio Machado é tido como a maior revelação. Aos 36 anos, professor de educação física e surfista e mergulhador nas horas vagas, é definido como seguro, disciplinador e elogiado por acompanhar os lances de perto. 

O gaúcho Jean Pierre Gonçalves (36 anos), apelidado de Vin Diesel pela semelhança física com o ator americano, também é considerado forte candidato à vaga. Aos 34 anos, Wagner Reway, do Mato Grosso, é outro que tem sido bem avaliado, assim como Igor Benvenutto.

O mineiro de 34 anos, porém, já se envolveu em algumas polêmicas. A mais famosa delas foi a expulsão do então botafoguense Emerson Sheik em 2014, num jogo com o Bahia. Após receber o vermelho, Sheik ofendeu o árbitro e, ao sair do campo, aproveitou a presença da TV e esbravejou contra a CBF: "CBF, você é uma vergonha, uma vergonha!", acusou.

Revelação do Paulistão de 2015, Thiago Duarte Peixoto, de 35 anos, destaca-se por deixar o jogo correr – marca poucas faltas. Mas ainda é considerado "verde" para alcançar a Fifa.

Por fim, os cariocas Felipe Gomes da Silva e Wagner Magalhães, ambos de 36 anos, têm a carreira marcada por envolvimento em confusões em clássicos do Estadual do Rio. Magalhães, por exemplo, expulsou Fred num Fla-Flu no primeiro semestre, alegando que o atacante simulara uma falta num lance em que sofreu pênalti claro. Fred saiu de campo ofendendo-o e dizendo que "o Campeonato Carioca tem de acabar", atitudes ignoradas na súmula.

O Brasil teria um oitavo aspirante, mas o paulista Guilherme Ceretta, de 31 anos, rompeu com a CBF em protesto contra a administração de Sérgio Corrêa. "Fiquei cansado com a politicagem existente entre os árbitros. Você comete um erro, é punido. Outro árbitro faz a mesma coisa e acaba voltando da punição bem antes. Qual o critério? Não acredito em desonestidade. Jamais falaria isso. O que acontece é que a política atrapalha", disse Ceretta ao Estado.

Corrêa rebateu, afirmando que o árbitro deixou de ser aproveitado porque não fez os testes físicos no meio do ano: "Ele (Ceretta) falou que ficou fora da escala. Na verdade ele não fez a avaliação física. Como é que pode uma pessoa que não fez avaliação física querer atuar? Ele mentiu descaradamente".

O coronel Marcos Marinho, chefe da arbitragem da Federação Paulista, garante que Ceretta não será preterido no Estadual de 2016, "desde que faça a avaliação física em dezembro". Sobre a renúncia do árbitro na CBF, comentou: "Ele é um pouco imaturo, faltou um pouco de humildade, mas é da própria idade".


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