Asprilla, ex-Palmeiras, nega autoria de disparos de fuzil

'Os únicos disparos que fiz são os 200 gols que estão registrados na Fifa', diz o ex-atacante colombiano

EFE

24 de abril de 2008 | 19h07

O colombiano Faustino Asprilla, ex-atacante de Palmeiras e Fluminense, negou nesta quinta-feira que tivesse disparado tiros de fuzil contra um sítio na Colômbia. "Os únicos disparos que fiz são os 200 gols que estão registrados na Fifa", disse à emissora colombiana "FM Rádio".Asprilla foi acusado de dar tiros com um fuzil pelos donos de uma fazenda vizinha ao seu sítio, no município de Tuluá. As autoridades fizeram uma busca na propriedade de Asprilla para procurar o fuzil, mas a arma não foi encontrada.Segundo o ex-jogador, o incidente ocorreu perto do seu sítio "Santino", a cerca de 500 metros do Engenho San Carlos, onde o ex-jogador discutiu com um segurança da propriedade, por não permitir a entrada de algumas amigas. "Tenho um sítio a 500 metros do Engenho San Carlos, cujo dono é José Manuel dos Rios, que me revelou para o futebol. Para não ter que fazer um caminho tão longo, eu tinha autorização para passar pela estrada do Engenho, até que apareceu um novo guarda que aparentemente tem ódio de mim", explicou Asprilla."Esse senhor destrata minha família e meus amigos, bloqueia a passagem de todos os veículos para que não passem por aqui. Não agüentava mais isso. Fui até lá e derrubei a cerca. Agora, por culpa de um trabalhador, perdi a amizade com várias pessoas do Engenho", disse o colombiano, que jogou duas Copas do Mundo.Asprilla disse que não viu na televisão as imagens do letreiro do Engenho crivado de balas. "Não vi as marcas de bala que aparecem no letreiro do Engenho. Tenho certeza que é uma montagem", disse.O colombiano reclamou da atitude dos investigadores, que roubaram lembranças da sua carreira. "E mais, acabaram levando fotos da Copa Uefa e as taças da Itália", disse o ex-atacante, que teve uma pistola apreendida há cerca de um ano e meio.Esta não é a primeira confusão protagonizada pelo jogador: em 2000, ele teve uma ordem de prisão contra si por dar tiros embriagado numa discoteca de Tuluá; no ano de 1995, foi processado por porte de armas e disparou em uma boate de um hotel em Cartagena de Índias.Em 2003, ainda quando jogava pelo Universidad de Chile, ele deu tiros para o alto para chamar a atenção de seus companheiros - mas jurou que era uma pistola de brinquedo.

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