Pawel Kopczynski/Reuters
Pawel Kopczynski/Reuters

Asprilla revela que narcotraficantes se ofereceram para matar Chilavert

Ex-atacante da seleção colombiana detalha conversa com criminosos após jogo das Eliminatórias da Copa de 1998

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 08h22

O ex-jogador da seleção colombiana Faustino Asprilla revelou que um narcotraficante do país se ofereceu para assassinar o ex-goleiro paraguaio Chilavert depois que os dois atletas tiveram um desentendimento em 1997 e acabaram. "Precisamos que você nos dê autorização para que esses dois caras fiquem aqui no Paraguai, em Assunção, para matarem aquele gordo do Chilavert", disse o ex-jogador de Palmeiras e Fluminense no minidocumentário 'Faustino, o Grande'.

Asprilla acrescentou que respondeu na ocasião: "Como assim? Você está louco, vai acabar com o futebol colombiano e isso não pode acontecer. No futebol, o que acontece em campo permanece em campo." Na partida válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1998, na França, disputada em 2 de abril de 1997 e vencida pelo Paraguai por 2 a 1, houve uma agressão mútua entre Chilavert e Asprilla aos 34 minutos do segundo tempo. Essa discussão se estendeu aos dois bancos de reservas e inflamou o público no estádio.

Segundo Asprilla, tudo aconteceu quando um narcotraficante conhecido com o pseudônimo de Julio Fierro o convidou e também ao ex-jogador de futebol Victor Hugo Aristizábal para o hotel onde estavam e foi ali que pediram 'autorização' para matar Chilavert. Sobre a situação, o ex-atacante disse que "essa era uma questão complicada, que não pode existir."

Com a seleção colombiana, Asprilla jogou os Jogos Olímpicos de 1992, as Copas América de 1993 e 1995, as Copas do Mundo nos Estados Unidos, em 1994, e França, em 1998, e a Copa do Ouro em 2000, na qual a Colômbia foi vice-campeã. Além de Palmeiras e Fluminense, o atacante atuou nos colombianos Cúcuta Deportivo, Atlético Nacional e Cortuluá, bem como nos europeus Newcastle e Parma, no mexicano Atlante, na Universidade do Chile e no Estudiantes de la Plata, o último clube de sua carreira em 2004.

Narcotraficantes no futebol colombiano

Os narcotraficantes tiveram grande envolvimento no futebol colombiano principalmente entre os anos 1980 e 90, até levando para campo uma rivalidade entre carteis, como acontecia com o Atlético Nacional, de Pablo de Escobar, e o América de Cali, comandado por Miguel Rodríguez Orejuela.

Em 1994, o zagueiro Andrés Escobar foi assassinado em Medellín, dez dias após marcar um gol contra e desclassificar o país da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O acusado pelo crime foi o narcotraficante Juan Santiago Gallón Henao. /Com informações da EFE

 

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