AFP
AFP

Assessor de Messi admite desvio de verbas de jogos beneficentes

Empresário Guillermo Marín admite desvios de renda e nome do craque argentino é encontrado em documentos pela Guarda Civil

O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 11h38

Em depoimentos à Guarda Civil espanhola, o empresário argentino Guillermo Marín, um dos assessores de Lionel Messi, admitiu ter desviado verbas de partidas supostamente beneficentes organizadas pelo jogador do Barcelona. O destino do dinheiro seriam paraísos fiscais, segundo informações do jornal El País.

O jornal espanhol teve acesso a declarações de Marín, que já vinha sendo investigado há mais de um ano, e observa uma série de contradições. A princípio, o empresário havia afirmado que Messi não recebeu qualquer verba pela participação nos jogos, que aconteceram entre 2012 e 2013 em países como Colômbia, Peru, México e Estados Unidos. Porém, depois admitiu que a fundação do atleta argentino recebeu 300 mil dólares.

O nome de Messi foi encontrado escrito à mão em um contrato com a empresa americana Total Conciertos, responsável pelos amistosos sob indicação de Guillermo Marín. A empresa é suspeita de desviar um montante muito maior do que o declarado por Marín. Apenas em dois destes amistosos - em Medellín e Bogotá - mais de um milhão de euros foi transferido pela firma para uma conta do First Caribbean International Bank, de Curaçao, para uma sociedade chamada Mandatos Valneg.

O próximo passo da investigação é descobrir quem está por trás da sociedade.  Segundo depoimentos de Marín, advogados espanhóis estariam envolvidos, em uma prática comum de desvio de dinheiro, sendo utilizados como 'testas de ferro' (quando um indivíduo aparece responsável por determinado negócio, enquanto o verdadeiro líder se mantém no anonimato). A assinatura de Messi foi encontrada em documentos de tais transferências.

Marín afirma que o acordo com a Total Conciertos servia apenas para que o nome da Fundação Messi aparecesse nos uniformes. O jogador receberia 300 mil dólares por seis partidas e os repassaria a colegas de Barcelona que participaram dos eventos. Mascherano, Dani Alves e o ex-goleiro Pinto negaram ter recebido qualquer quantia ao El País.

Também existe a suspeita de transferências para uma conta em Hong Kong. Caso se confirmem as buscas, o valor total do negócio pode ter chegado a quatro milhões de euros. Vale lembrar que o caso não tem qualquer relação com a outra acusação que Lionel Messi sofre, em relação a uma suposta sonegação de tributos de seus direitos de imagem entre 2007 e 2009.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.