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Assim como Brasil, Estados Unidos podem sediar Copa e Olimpíada na sequência

Além da Copa de 2026, Los Angeles é forte candidata para sediar a Olimpíada de 2024

Jamil Chade, correspondente em Zurique, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2016 | 17h05

A Fifa tomou a decisão de fechar as portas para a Europa no processo para escolher a sede da Copa do Mundo de 2026 e, na prática, deixar todas as vias abertas para que o Mundial em dez anos volte aos Estados Unidos. Seguindo o exemplo do Brasil com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os EUA podem repetir o mesmo cenário na próxima década. Além da Copa de 2026, Los Angeles é forte candidata para sediar a Olimpíada de 2024.

Nesta sexta-feira, na Fifa, a entidade modificou as regras sobre a rotação entre os continentes que recebem o Mundial. Pelas leis, uma Copa não poderia ser realizada no mesmo continente em duas edições seguidas. Agora, o Mundial não pode voltar aos últimos dois continentes que tenham recebido o torneio. Na prática, com a Rússia em 2018 e o Catar em 2022, isso significa que nem Ásia ou Europa poderiam apresentar novas candidaturas.

A nova lei abre espaço apenas para Oceania, América do Sul, África e América do Norte. Mas com o Uruguai e Argentina já pedindo para sediar o Mundial de 2030, em seu centenário, e com os sul-africanos tendo sido as sedes de 2010, todos os olhos na Fifa estão voltados para os EUA.

A última e única vez que a Copa ocorreu nos estádios norte-americanos foi em 1994, com um público recorde e que jamais foi igualado desde então. Mesmo assim, o presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Sunil Gulati, é cauteloso. "Vamos esperar ainda para saber as regras da competição para tomar uma decisão. Mas temos todo o potencial de realizar um evento", disse.

Fontes dentro da Fifa indicam que não se exclui que alguns jogos possam ocorrer no Canadá. Questionado pelo Estado de S. Paulo se o processo contra os cartolas da Fifa em Nova York seria um obstáculo para conseguir o apoio dos dirigentes da entidade, Gulati acredita que a escolha da sede de 2026 e o julgamento da corrupção da Fifa ocorrem em "vias paralelas".

Além da Copa, Los Angeles é uma das três cidades que lutam pela Olimpíada de 2024, numa decisão que será anunciada em 2017.

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