Associação lança cartilha para lembrar 10 anos do Estatuto do Torcedor

Legislação ainda está longe de ser integralmente respeitada nos estádios

O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2013 | 19h24

SÃO PAULO - O Estatuto do Torcedor completa 10 anos no próximo dia 15 de maio. Mas cambistas, flanelinhas, desorganização na venda de ingressos, banheiros imundos e violência continuam atuais nos estádios e ginásios do Brasil. Motivada pela data, a Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor lançou nesta terça (08) cartilha e vídeo de orientação sobre a lei. O obejtivo é torná-la mais conhecida pelo torcedor e assim intensificar a cobrança pelo cumprimento.

Chamada "Cartilha do Torcedor", com 22 páginas, ressalta que organizadores de eventos esportivos são considerados fornecedores. Logo, clubes mandantes são responsáveis por segurança, higiene, acessibilidade, transporte organizado, ingressos numerados, venda antecipada de bilhetes, meia-entrada e acesso a uma ouvidoria, entre outras obrigações.

 

 

"O estatuto não pode se transformar em mais uma lei que 'não pegou'", alerta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. Outra motivação para a campanha, lembra a coordenadora, é o início do Campeonato Brasileiro, dia 25 de maio. A cartilha está disponível para download no site da Proteste.

Apesar da mobilização de entidades ligadas à defesa do consumidor, como a Proteste, alguns itens do estatuto serão suspensos durante a Copa das Confederações e Copa do Mundo. Não haverá controle sobre o preço dos alimentos, por exemplo. Venda de bebidas alcoólicas e quantidade de ingressos de meia-entrada à disposição ficarão a cargo do Estados.

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