Assustado, Corinthians vai ao Sul

"Se o Fábio Costa que era ídolo aqui foi afastado, isso pode acontecer com todos nós. Estamos muito mais visados. Não podemos nem pensar em fracassar contra o Figueirense, se não pode sobrar..." A preocupação de Gustavo Nery reflete a maneira com que os jogadores do Corinthians estão encarando o jogo desta quarta-feira, às 21h40, em Florianópolis, contra o Figueirense, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Na primeira partida, o Corinthians venceu por 2 a 0, no Pacaembu. Nesta quarta, pode perder por até um gol de diferença. Se o Figueirense vencer por 2 a 0 haverá pênaltis. "As circunstâncias eram outras, o ambiente estava mais tranqüilo. Mas temos de buscar tranqüilidade para não deixar a saída de Fábio Costa nos influenciar. Nós que queremos tanto a Libertadores não podemos deixar escapar essa classificação. Ainda mais agora que ninguém está livre de ser afastado", diz, tenso, Betão. Passarella não terá apenas de conter os nervos dos seus jogadores. Ele também cobrará maior participação de Carlos Alberto e Roger na marcação. Os contragolpes que o time sofreu na derrota para o Botafogo, no Rio, irritaram o treinador profundamente. "Não podemos bobear porque a melhor característica do Figueirense será a velocidade dos seus atacantes. A nossa marcação terá de ser forte. Todos precisam participar", diz Betão. Kia Joorabchian estará em Santa Catarina para acompanhar o jogo. A sua presença tem dois significados. O primeiro é o de apoiar incondicionalmente Passarella. O segundo: cobrar os atletas. A classificação para a Libertadores, via Copa do Brasil, virou obsessão para o iraniano. Um desastre pode custar novas cabeças. Se passar pelo Figueirense o Corinthians enfrentará Paulista ou Internacional, que jogam quinta-feira, em Jundiaí. O Inter venceu em Porto Alegre por 1 a 0.

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