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Atacante Adebayor diz que pressão da família fez com que cogitasse suicídio

Atacante, de 33 anos, tem passagens por Arsenal e Real Madrid

Estadão Conteúdo

17 Novembro 2017 | 15h42

O togolês Emmanuel Adebayor fez uma revelação surpreendente nesta sexta-feira, em entrevista publicada pela revista francesa So Foot. O atacante de 33 anos, com passagens por gigantes como Arsenal e Real Madrid, revelou que cogitou se suicidar diversas vezes ao longo da carreira pela pressão exercida pela família.

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"O futebol estará acabado para mim em três ou quatro anos. Por outro lado, o nome permanece, assim como a pessoa. Eu mantive isso escondido por muitos anos. Por muitas vezes, eu pensei em cometer suicídio. Fico enojado por já ter chegado a este ponto, mas estou feliz por isso", declarou.

Adebayor apareceu para o futebol no Monaco e logo chamou a atenção do Arsenal, que o contratou em 2006. Depois de três anos no clube, rodou por Manchester City e Real Madrid antes de voltar a Londres, para atuar no Tottenham. Já sem o mesmo brilho, passou pelo Crystal Palace antes de ir para o Istanbul Basaksehir, da Turquia, onde segue atuando.

O atacante foi também um dos responsáveis por levar Togo à sua única Copa do Mundo até hoje, em 2006, na Alemanha. Se dentro de campo o sucesso do jogador é indiscutível, fora dele, Adebayor sofreu com o comportamento da família, que, segundo ele, só se importava com seu dinheiro.

"Quando sua família está contra você e você trabalha para tirá-la da miséria, é difícil. Eu sempre falei para meus irmãos pequenos que estávamos sendo manipulados por nossas famílias. Normalmente, eu mudo meu número de telefone para minha família não me contatar. Eles não ligam para saber notícias, só para pedir dinheiro. Este foi o caso depois que me lesionei no Tottenham. Eles me ligaram para perguntar se eu podia pagar a escola de um garoto. Me perguntem sobre minha saúde, primeiro!", lembrou.

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