Kazuhiro Nogi/AFP
Kazuhiro Nogi/AFP

Atacante do Nacional agradece torcida dos brasileiros no Mundial de Clubes

Berrío se diz lisonjeado por apoio depois de tragédia fazer Colômbia e Brasil se aproximarem

O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2016 | 06h00

O título não veio como homenagem, mas a relação fraterna vai continuar. O Nacional de Medellín deixou o Mundial de Clubes frustrado pelo terceiro lugar obtido neste domingo, em Yokohama, e se amparou no sentimento de gratidão para retornar à Colômbia reconfortado. O atacante Orlando Berrío afirmou que foi uma honra ter o apoio da torcida brasileira, que passou a torcer pela equipe de Medellín depois da tragédia com a Chapecoense.

"Eu gostaria de agradecer a todos os nossos torcedores, que incondicionalmente nos apoio, mas também aos brasileiros. Eles se uniram depois de tudo o que se passou com a Chapecoense", afirmou o atacante de 25 anos. "Foi muito bonito e muito humano ter esse tipo de apoio", comentou o jogador, que foi titular nas duas partidas da equipe no Mundial.

O Nacional queria dedicar o título mundial à Chapecoense pelo acidente aéreo com o clube brasileiro no dia 28 de novembro nos arredores de Medellín. O time catarinense viajava à cidade para enfrentar os colombianos pelo primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. As 71 mortes motivaram homenagens por todo o mundo, mas principalmente na Colômbia.

A equipe atual campeã da Libertadores conquistou o terceiro lugar no Mundial de Clubes neste domingo ao derrotar nos pênaltis o América, do México, por 4 a 3. No tempo normal as equipes empataram em 2 a 2. O resultado positivo fez os colombianos minimizarem a decepção da derrota na quarta na semifinal para o Kashima Antlers, do Japão, em Osaka.

Berrío afirmou que a vitória na disputa de terceiro lugar mostrou qualidade e o poder de reação do time. "O resultado demonstra o quanto temos nível para competir com quem que seja no futebol mundial", comentou.

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