Marcelo Del Pozo/Reuters<br>
Marcelo Del Pozo/Reuters<br>

Atacante ganês nega participação em ritual de sacrifício humano

Asamoah Gyan está sendo acusado pela imprensa local de envolvimento em desaparecimento de rapper Castro e sua namorada

O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2014 | 11h43

Considerado suspeito de envolvimento no desaparecimento do rapper Castro e de sua namorada, Janet Bandu, o atacante da seleção de Gana, Asamoah Gyan, divulgou, por meio de seu site oficial, comunicado em que nega as acusações. De acordo com a imprensa local, o jogador do Al Ain, dos Emirados Árabes, teria sequestrado o casal e feito ritual de sacrifício humano.

O advogado do jogador, Kissi Agyabeng, condenou a postura da imprensa ganesa. "Infelizmente, a expressão de empatia durante um momento de luto ou total consternação não vende na mídia. O que vende são alegações selvagens que visam especialmente o Asamoah Gyan, que vão desde o absurdo de imputação de crime, de que ele teria sequestrado e assassinado Castro, à ridícula acusação de que ele o sacrificou para melhorar sua carreira no futebol."

Alegando que a família havia preferido manter o silêncio para não atrapalhar as investigações policiais, o advogado desafiou profissionais da imprensa a provar suas insinuações. "Uma dessas pessoas disse que sabe onde Castro está sendo mantido e que Gyan também sabe. Ele deu uma infeliz declaração de que temos subornado a família de Castro pelo seu silêncio, o que foi negado pelo próprio pai dele. Se essa pessoa tem conhecimento de tal informação, que escreva suas descobertas para a polícia. Se ele ainda não foi capaz de fazer isso, então suas declarações são maldosas e calculadas para ganhar popularidade de forma barata", afirmou Agyabeng.

Antes de desafiar a imprensa de Gana, o advogado de Asamoah Gyan deu seu depoimento sobre o que pode ter ocorrido. Após a eliminação de Gana da Copa do Mundo no Brasil, Gyan estava reunido com familiares e vários amigos, inclusive Castro e sua namorada, na cidade litorânea de Ada. De acordo com Agyebeng, que também estava no local, o jogador convidou todos para andar em um barco. No entanto, o rapper e Janet resolveram ficar mais um tempo em solo e depois foram andar de jet-ski. Segundo o advogado, a namorada estava sem colete salva-vidas até o momento em que todos viram o casal pela última vez.

Com os corpos ainda desaparecidos, o advogado pediu trégua para a imprensa local. "Nós não temos nenhuma culpa moral ou jurídica nessa ocorrência. Castro andava do outro lado por vontade própria e nenhum de nós tem a menor ideia do que aconteceu com eles", disse. A história, que começou a ser divulgada no início de setembro, já rendeu muita dor de cabeça para os familiares do jogador. Seu irmão, Baffour Gyan, chegou a agredir um jornalista que perguntou sobre os rumores de assassinato.

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