Atacante Hernane Brocador vira sinônimo de gol no Flamengo

Jogador já é o que mais fez gol em uma temporada pelo Rubro-Negro neste século

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2013 | 08h00

RIO - Nos dicionários, a definição de brocador é "o que corta ou derruba matas". No futebol, virou sinônimo de gols. O atacante do Flamengo Hernane Brocador, 27 anos, é o artilheiro-sensação do momento. Com 31 gols na temporada, ele coloca a ótima fase à prova diante da Portuguesa neste domingo, às 16h, no Castelão, em Fortaleza. E o jogador chega empolgadíssimo para a partida. Na última quarta-feira, no Maracanã, ele fez três gols e sofreu um pênalti diante do Botafogo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Artilheiro do Maracanã desde a reinauguração do estádio, em junho, com 14 gols, o atacante viu a "Brocamania" virar febre no Rio de Janeiro e caiu nas graças da torcida.

E não é por menos. Hernane já é, neste século, o jogador que mais gols fez pelo Rubro-Negro em uma temporada. Deixou para trás nomes badalados como Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Edílson. A origem do apelido Brocador é curiosa. Em 2009, quando defendia o Toledo, do Paraná, marcou seis gols em seis jogos. O goleiro Fabiano, então, resolveu usar uma gíria baiana para apelidar Hernane. "Faz muito gol, é Brocador."

No início deste ano, após fazer três gols em três partidas pelo Flamengo no Campeonato Carioca, começou a ser chamado pela torcida de Chicharito Hernane, em referência ao atacante mexicano do Manchester United. Questionado pela imprensa sobre o apelido, disse que gostaria que o chamassem de Brocador. "O apelido Brocador pegou muito rápido, o reconhecimento da torcida para mim foi muito bom. Foi meio que uma brincadeira na hora, mas acabou dando certo e hoje o reconhecimento da torcida é muito importante, fico muito feliz quando a torcida começa a gritar meu nome", disse.

SUCESSO

Nascido em Bom Jesus da Lapa, pequena cidade de apenas 68 mil habitantes no oeste baiano, Hernane começou a carreira nas categorias de base do Atibaia, interior de São Paulo. Chegou a passar pelo São Paulo, mas não foi aproveitado no time do Morumbi e acabou emprestado ao Rio Preto. Depois, passou também por Toledo e Paraná.

Dotado de pouco talento, mas com faro de gol apuradíssimo, foi no Mogi Mirim, em 2012, que experimentou o sucesso pela primeira vez na carreira. Autor de 16 gols no Campeonato Paulista foi um dos destaques do torneio e passou a ser disputado por alguns dos maiores clubes do País. Acabou acertando com o Flamengo e, após, um período de instabilidade, faz de 2013 o melhor ano da carreira. "Poucas pessoas estavam acreditando, eu trabalhei dobrado para isso acontecer. E o momento que estou passando hoje eu já esperava, porque eu me vejo dentro e fora de campo muito profissional, e as coisas acontecem com quem trabalha."

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