Divulgação/São Paulo FC
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Atacantes de São Paulo e Palmeiras procuram recuperação no clássico

Pablo volta ao time tricolor depois de cirurgia na região lombar enquanto Borja tenta recuperar espaço

Gonçalo Junior e Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2019 | 04h30

Os atacantes de São Paulo e Palmeiras estarão em evidência no clássico de hoje, às 19h, no Morumbi. Não por conta de algum reforço contratado durante a parada da Copa América, mas pela chance de os camisas 9 das equipes ressurgirem. Do lado tricolor, Pablo está de volta após cirurgia realizada em abril. No alviverde, Borja deve ter oportunidade de ser titular na vaga de Deyverson.

Pablo atuará pela primeira vez com a 9 do São Paulo. Ele herdou a camisa que era de Diego Souza, hoje no Botafogo, mas lesionou-se antes de utilizar o novo número. “Ser camisa 9 de um clube que já teve jogadores referências no futebol mundial é um motivo de muito orgulho, tenho que representar da melhor maneira possível. É sacrifício, dedicação, vontade lá na frente e fazer gols. É isso que esperam de mim, e espero corresponder. Estou muito feliz de poder vestir essa camisa 9 do São Paulo”, afirmou.

A última partida de Pablo foi justamente contra o Palmeiras. No duelo pela semifinal do Paulistão, no dia 30 de março, o atacante sentiu dores na panturrilha. Posteriormente, ainda teve diagnosticado um cisto na região da coluna lombar e teve de passar por cirurgia. Três meses depois, ele diz estar preparado para voltar a atuar: “A recuperação foi tudo dentro do programado. Fiz os amistosos e me senti confortável, e isso fez com que aumentasse minha confiança para evoluir a cada dia”.

Mesmo com o tempo parado, Pablo segue como artilheiro do São Paulo nesta temporada, com quatro gols. Ele ainda não marcou no Morumbi, onde atuou apenas cinco vezes, e hoje terá pela primeira vez a companhia de Alexandre Pato no ataque. Antony completará o trio, que já tem sido apelidado de “APP” pelos torcedores.

Enquanto o São Paulo fará seu primeiro jogo oficial neste segundo semestre, o Palmeiras enfrentou o Internacional na última quarta-feira pela Copa do Brasil. Por conta disso, o técnico Luiz Felipe Scolari poupará alguns titulares, e Borja deve iniciar o clássico de hoje.

Para comprar 70% dos direitos de Borja, em 2017, o Palmeiras pagou US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 34 milhões). Essa quantia, a maior desembolsada na história do clube por um reforço, foi emprestada pela Crefisa, patrocinadora do clube. O atacante era um dos mais cobiçados do futebol sul-americano por causa da boa temporada anterior, quando ajudou o Atlético Nacional a conquistar a Copa Libertadores. 

No Palmeiras, Borja nunca se firmou. Em 2019, ele vive seu pior momento, pois não tem sido escalado desde o Campeonato Paulista. Por contrato, o Palmeiras terá que pagar mais R$ 10 milhões ao Atlético Nacional se o colombiano completar dois anos e meio com a camisa palmeirense. O prazo vence no dia 17 de agosto. O clube já recebeu quatro propostas (duas da China, uma do México e uma dos EUA) e aceitou todas. O jogador não quis se transferir. 

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