Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Atacantes do Brasil afirmam que ansiedade e nervosismo da estreia atrapalharam

Após 0 a 0 no primeiro tempo, seleção marcou três vezes na etapa final e fez 3 a 0 na Bolívia

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2019 | 23h56

O atacante Everton, autor do terceiro gol – o mais bonito – da vitória diante da Bolívia por 3 a 0, nesta sexta-feira, na estreia da Copa América, afirmou que tirou um peso dos ombros ao marcar seu primeiro gol com a camisa da seleção brasileira. Ele confessou que a ansiedade para marcar começava a atrapalhar. 

“Estou muito feliz pelo gol. A ansiedade já começava a atrapalhar um pouco. Eu até comentei com minha esposa que, se eu tivesse a oportunidade de entrar, eu ia tentar marcar”, disse o atacante do Grêmio. “Fiquei feliz por ter ajudado a seleção e pude retribuir o carinho da torcida, que compareceu e encheu o estádio”, disse Everton. 

Para o reserva, que entrou no lugar de David Neres, ainda é cedo para brigar por um lugar entre os titulares. “Vamos com calma. O grupo é muito qualificado. Fico feliz por ter ajudado o grupo”, completou. 

No primeiro tempo, a seleção teve muito dificuldade, principalmente com a lentidão na troca de passes e a retranca boliviana – o rival completou oito jogos sem vencer. 

O atacante Richarlison afirma que o time brasileiro sentiu o nervosismo da estreia. Foram 12 finalizações contra duas da Bolívia na primeira etapa, mas nenhuma chance real. “O gol não saiu logo, mas o time manteve a paciência. No segundo tempo, nós conseguimos acertar o último passe e chegamos na cara do gol com mais tranquilidade. Foi importante o bom resultado e vamos buscar a classificação o quanto antes”, afirmou o atacante do Everton que já está pensando no segundo jogo, terça-feira, diante da Venezuela. 

O jogador do Everton revelou que a boa parte da produção ofensiva da etapa final, como o segundo gol, foi o resultado de uma troca de posição definida entre os próprios jogadores dentro de campo. “O professor (Tite) nos passa liberdade. Combinei com o Firmino que ficaria como centroavante e ele sairia para abrir espaços. Foi uma jogada trabalhada nos treinamentos, e o Coutinho chegou para marcar”, contou. 

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