Atacantes mostram serviço no Rio-SP

Os artilheiros começaram o Torneio-Rio São Paulo. A maior parte deles marcou presença na primeira rodada da competição. Romário (Vasco), Washington (Ponte Preta), Dodô (Botafogo), além de Reinaldo e Itamar, que estrearam no São Paulo e Palmeiras, respectivamente, fizeram gols. A dupla da Portuguesa, Sinval e Ricardo Oliveira, também marcou. A conseqüência disso é que 32 gols foram marcados em oito jogos, média de quatro por partida. Mas o que significa isso? Uma nova tendência num futebol constantemente criticado pela adoção de esquemas defensivos? Ou será essa "fome de gols?? resultado de alguns fatores motivantes, como a busca dos atacantes por uma vaga na seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo ou, no caso específico do Rio-São Paulo, a batalha por uma das seis vagas que o torneio reserva para a Copa dos Campeões, considerada um caminho mais curto para a Copa Libertadores da América? Romário admite que a luta por um lugar na seleção aumenta sua vontade de fazer gols. "Tenho a certeza de que o Felipão vai convocar somente os melhores. Para estar entre eles, preciso fazer gols", frisou o atacante, que marcou o terceiro gol Vasco no empate do Vasco por 3 a 3 com a Ponte Preta. Ele pretende fazer do Rio-São Paulo um trampolim para seu retorno à seleção brasileira. Com ele concorda Reinaldo, dois gols na estréia pelo São Paulo: "O Rio-São Paulo é a última competição importante antes da Copa??, argumenta. "Próximo de um Mundial, a motivação é maior. Os grandes atacantes buscam a convocação e ninguém quer dar brecha??, faz coro Ricardo Oliveira, da Portuguesa. Mas França, que não entrou em campo na primeira rodada, tem opinião diferente. "O jogador busca a seleção brasileira o tempo todo. Não há uma motivação específica por causa disso?? Dodô, que marcou três pelo Botafogo na goleada por 5 a 2 sobre o Americano, está pessimista. "Os times devem se fechar e essa média deve cair para uns dois gols." O treinador do Vasco, Abel Braga, lembrou que a participação na Copa dos Campeões também ajuda a estimular os atletas, pois se trata do caminho mais curto para chegar a Copa Libertadores da América. "As equipes estão em busca da vaga para a Copa dos Campeões. Estamos em início de temporada e é natural que todas queiram vencer as partidas", afirmou. Para frente - Mas não é só o Mundial que parece estar influenciando os ?matadores? brasileiros. Afinal de contas, os zagueiros também buscam um espaço para defender a seleção. "Na minha opinião, o grande número de gols pode se tornar uma tendência do Rio-São Paulo caso as equipes continuem jogando abertas", observou o treinador do São Paulo, Nelsinho Baptista. "Assisti ao jogo entre Corinthians e Fluminense e o que vi foram dois times praticando um futebol aberto, buscando a vitória."

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2002 | 19h46

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