Ataque abaixo da média deve fazer Bélgica mexer para as oitavas

Rendimento abaixo da equipe na primeira fase pode abrir vaga para Origi no lugar de Lukaku para o jogo contra os Estados Unidos

Ciro Campos, enviado especial a Mogi das Cruzes, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 05h00

Na Copa da alta ocorrência gols por jogo (2,83 na primeira fase) a candidata a ser potência no torneio pouco contribuiu para a boa média. Ver a rede balançar com a Bélgica em campo foi raro, aconteceu apenas no segundo tempo e, por isso, a equipe deve ter novidades no setor ofensivo para o mata-mata da competição.

Das 16 seleções sobreviventes na disputa, apenas Grécia e Nigéria marcaram menos do que os quatro gols belgas no torneio. O poderio da equipe despencou se comparado às Eliminatórias, quando fez campanha invicta e marcou quase dois gols por jogo em encontros contra adversários tradicionais, como Croácia e Sérvia.

Apesar das três vitórias na primeira fase, os belgas admitem que podem fazer mais. Contra Argélia, Rússia e Coreia do Sul os gols só saíram depois dos 25 minutos do segundo tempo em jogadas com a participação dos reservas. O elenco se defende ao dizer que a dificuldade em atacar se deu pela postura defensiva dos adversários.

"Foi difícil demais jogar contra times tão retrancados na primeira fase. Quem sabe agora, como é mata-mata, possamos ter mais espaços para criar. Manter a posse de bola e ter tranquilidade serão a chave para chegarmos ao gol", explicou o lateral-esquerdo Jan Vertonghen, do Arsenal, autor do gol da vitória sobre a Coreia do Sul.

O jogador completou para as redes após rebote do goleiro Kim Seung-Gyu em chute de Origi, candidato a receber a missão de encerrar a pasmaceira do ataque belga, capaz de provocar vaias nos jogos da equipe no Rio e em São Paulo. Nas duas ocasiões o jogador de 19 anos foi decisivo, ao marcar diante da Rússia a dois minutos do fim e participar do lance do gol contra os sul-coreanos.

As boas atuações já o tornam sombra do titular, Lukaku, que até agora pouco produziu na Copa, como admitiu o técnico belga, Marc Wilmots. "Origi tem jogado muito bem e já o elogiei. As atuações dele têm sido muito boas e em nosso grupo estamos abertos a mexer no time titular a qualquer momento", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.