Ataque corintiano é reprovado em treino intensivo

Técnico Nelsinho Baptista aplica teste em treino fantasma, com os titulares jogando contra ninguém

Fábio Hecico, do Estadão,

26 de outubro de 2007 | 18h33

Os jogadores do Corinthians foram reprovados no primeiro teste do "intensivão do ataque". Para dar moral ao time - com Fábio Braz na vaga de Betão - o técnico Nelsinho Baptista optou por um treino fantasma, com titulares jogando contra ninguém. Lembrando o que Tite chegou a fazer no Palmeiras, no ano passado, a bola saia na defesa, passava de pé em pé até chegar ao gol adversário. O detalhe: não havia marcadores do outro lado, só o goleiro Felipe. Veja também: Andrés Sanchez coloca dívidas do Corinthians em 'pratos limpos' O trabalho serviria para consagrar um elenco cabisbaixo com a enorme ameaça de rebaixamento no Brasileiro e acabou sendo mais vexatório ainda. Na hora da conclusão, os corintianos conseguiam errar o alvo. Chutaram por cima, para fora, na mão do goleiro... "Gente, qualidade e tranqüilidade", pedia a todo momento o treinador, incrédulo com o que presenciava. Finazzi, após mandar uma bola no alambrado, fez dois gols seguidos e saiu comemorando. Desde sua chegada ao clube, jamais anotou mais de uma vez nas partidas. Nesta sexta, sem adversário, fez a festa. Insatisfeito, Nelsinho resolveu prorrogar os trabalhos. E, desta vez, correndo lado a lado com seus jogadores de frente. "Não pode ter pressa para fazer gol. É decisão e qualidade", repetia, a exaustão. "É difícil chegar na frente e, quando chega, tem de decidir certo. Mas fizemos vários gols também, vejo o lado bom", conformou-se. Depois, o treinador ainda optou por um rápido coletivo. E nada de gols. Por fim, passou aos treinos de posicionamento, primeiro defensivo, depois ofensivo. Gols, só de Wilson, para a equipe reserva. "Vocês não sabem o quanto está doendo meu joelho", disse na entrevista coletiva, para justificar o trabalho. "Conversamos e passamos na prática o que tem de ser feito. Tem de matar a cobra o mostrar o pau", apelou, resignado, para o batido jargão. Sem convencer, procurou amenizar o show de horrores do segundo pior ataque do Brasileiro, com apenas 33 gols em 32 rodadas (só perde do lanterna América-RN, que fez 23). "O objetivo desse treinamento é mostrar os caminhos para chegar à frente. Mostramos que o jogador tem de estar bem postado no chão. E que não pode querer decidir se não estiver com boa postura." Desfalque importante Dificilmente o capitão Betão enfrenta o Figueirense no domingo. Com lesão muscular na coxa esquerda, o zagueiro só voltou aos treinos nesta sexta, e no time reserva. "Senti um desconforto. E se o jogo fosse amanhã (sábado), não sei se jogaria. É difícil dizer, vamos aguardar", afirmou, meio cabisbaixo. Betão se machucou contra o Náutico, domingo, no Recife. Sentiu uma fisgada ao tentar cortar um lance para escanteio. "Vou esperar pela recuperação do Betão até domingo. Ele trabalhou hoje (sexta) e não sentiu nada", disse Nelsinho.

Tudo o que sabemos sobre:
Corinthians

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.