Daniel Teixeira|Estadão
Daniel Teixeira|Estadão

Até torcedores do Santos rejeitam torcida única na Vila Belmiro

Santistas criticam determinação do Ministério Público de São Paulo

Ciro Campos e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2016 | 14h22

A proibição da presença de palmeirenses pelo Ministério Público no clássico deste domingo, na Vila Belmiro, incomodou até mesmo os torcedores do Santos, time mandante da semifinal do Campeonato Paulista. Para Wellington Oliveira, da uniformizada Torcida Jovem, a situação é vergonhosa.

"Isso é uma palhaçada. As brigas são um problema do Estado, é a polícia que precisa resolver. A gente não tem nada a ver com isso, não estávamos na briga entre as outras torcidas, mas somos punidos porque não podemos trazer nada para o estádio, como faixas, bateria e nossas camisas. Para ser sincero, queria que tivesse torcida visitante", disse.

A decisão de ter torcida única causou grande polêmica e provocou reações dos torcedores, clubes e até da Federação Paulista de Futebol (FPF). Claro que existe a possibilidade de aparecerem torcedores palmeirenses à paisana, mas Wellington não recomenda e diz que não faria isso se o jogo fosse fora de casa. "Acho que eu não arriscaria", avisou.

Já Diego Aparecido, de Campinas, foi ao estádio com a mulher e os três filhos, incluindo a caçula de 2 anos. Sua bronca era em relação ao critério usado para se cobrar R$ 120 do ingresso da criança que ficará no colo durante o jogo. "Isso é uma vergonha", reclamou. Ele também disse que iria ao duelo mesmo que não tivesse torcida única, mas garantiu que se sente mais seguro só com santistas no estádio.

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