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Atleta já sofreu três paradas cardíacas

A presença de dois médicos entre os torcedores de uma partida em que o Palmas disputava com o Intercap, de Paraíso do Tocantins, pela terceira rodada do Campeonato Tocantinense, ocorrida no início de março, salvou a vida do jogador Paulo Benedito, o Paulão. O jogo estava sendo realizado no estádio Pereirão, em Paraíso, e em uma bola dividida com o jogador Bugrão, do Palmas, Paulão sofreu um traumatismo craniano e já caiu sofrendo uma parada cárdio-respiratória, conta o anestesiologista Álvaro Milhomem Filho, que junto com Híder Alencar, prefeito da cidade e que também é medico, salvaram a vida do atleta. O lance ocorreu logo no início do segundo tempo, e na opinião de Milhomem, o que salvou a vida do jogador foi a velocidade com que ele foi atendido. "Mais dois ou três minutos para chegar o socorro e ele teria morrido, pois já estava em apnéia", conta Milhomem, explicando que o cérebro de Paulão já estava ficando sem oxigênio. Ao perceber a gravidade da situação o médico entrou em campo e reanimou o jogador com massagens no seu peito. Este procedimento restabeleceu a respiração de Paulão e permitiu que ele fosse socorrido em um hospital, onde recebeu tratamento adequado, inclusive com uso de desfribilador. Milhomem diz que o paciente passou uma noite em estado de pseudo-coma, e ao recobrar a consciência no dia seguinte, não se lembrava de nada que havia acontecido. O jogador contou ao médico que exames realizados anteriormente haviam indicado que ele tinha algum problema cardíaco, para o qual não deu muita importância, tanto que depois continuou jogando normalmente. O presidente do Intercap, Márcio Leolino (Romário), revelou que o atleta havia informado já ter sofrido três paradas cardíacas. Paulão continua pertencendo ao Intercap, mas atualmente está emprestado para o Cavalo de Aço, de Imperatriz (MA). Romário informou que ele deve ser chamado de volta. "Vamos conversar com ele e ver como podemos resolver esta situação", acrescentou. Paulão não foi localizado para falar sobre o incidente. Já o médico Álvaro Milhomem, que fora pela primeira vez ao estádio Pereirão, viveu um dia de grandes emoções.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2004 | 20h05

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