Atletas do Irã não querem ter envolvimento com política

Os jogadores da seleção do Irã, que se prepara para a disputar uma Copa do Mundo pela terceira vez, se esforçam para ficarem à margem da disputa política que opõe o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad e as potências ocidentais."Não falamos desse assunto", disse o meio-campo Ferydoon Zandi, que joga na equipe alemã do Kaiserslautern. "Às vezes fazemos brincadeiras a respeito do tema, mas temos claro que esse é um assunto para os políticos e que não nos compete interferir". Zandi nasceu na Alemanha, mas optou por competir pela seleção do país de seus pais."Somos esportistas e pensamos que deve haver uma clara separação entre esporte e política", ressaltou o meio-campo Mehdi Mahdavikia, que também joga na Alemanha - no Hamburgo. "Nosso objetivo é passar para a segunda fase. Estamos em um grupo muito difícil, com México, Portugal e Angola, mas vamos fazer o possível para seguirmos adiante". A polêmica que envolve o governo do Irã e países ocidentais chegou ao ambiente da Copa quando o presidente Ahmedinejad expressou confiança de que a seleção iraniana "oferecerá dias de glória ao país da mesma forma como já o fizeram nossos cientistas nucleares". O Irã tem estréia marcada para o dia 11, contra o México, e Ahmedinejad já disse que, em caso de a equipe se classificar para a fase seguinte do Mundial, ele estaria disposto a viajar à Alemanha para acompanhar a partida seguinte.

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