Atletas e cartolas não conseguem se entender sobre lei e calendário

Lei de Responsabilidade tem pontos polêmicos e está sendo negociada; programação para 2015 é considerada retrocesso

Almir Leite, Diego Salgado e Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 07h00

A Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol é esperança dos clubes brasileiros de dias melhores. Eles entendem que com a renegociação de uma dívida fiscal que hoje atinge R$ 4 bilhões, poderão ter finanças mais equilibradas e fazer, entre outras coisas, mais investimentos no futebol.

O problema é que o projeto está empacado na Câmara. Isso porque há muita resistência. O Bom Senso F.C., movimento dos jogadores, opõe-se à aprovação do texto do jeito que está por vários aspectos, entre eles por não ser claro quanto a punições aos dirigentes de clubes que não honrarem o acordo e por considerar frágeis e falhos os mecanismos de fiscalização.

O governo, incentivador da lei, também tem suas ressalvas. A principal delas é em relação ao prazo de pagamento estabelecido no projeto (25 anos, considerado muito extenso), que também propõe a adoção de taxa de juros mais camarada do que a de outros programas de refinanciamento de dívidas.

Emendas ao projeto estão sendo estudadas e negociadas, mas a tendência é de que a aprovação só deverá ser feita após as eleições de outubro.

Outra polêmica do futebol brasileiro pós-Copa é o calendário de 2015, alvo de severas críticas do Bom Senso. Os 25 dias de pré-temporada são considerados insuficientes. Além disso, a programação não melhora a situação dos clubes menores, que ficarão a maior parte do ano sem atividade. Os atletas consideram que não há avanço nessa área. 

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