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Atlético de Madrid entra com recurso contra proibição de contratar jogadores

Clube foi punido pela contratação ilegal de menores

Estadão Conteúdo

25 Janeiro 2016 | 19h08

O Atlético de Madrid entrou nesta segunda-feira com um recurso com um pedido de suspensão cautelar da punição anunciada pela Fifa contra o clube, que no último dia 14 foi proibido de realizar contratações de jogadores nas duas próximas janelas de transferência do futebol europeu. O motivo da punição foi a contratação ilegal de menores de idade, sendo que no mesmo dia o rival Real Madrid também recebeu a mesma sanção.

A nova punição impedirá que os dois clubes na capital espanhola façam novas contratações na janela de meados de 2016 e no mercado de janeiro de 2017. Novos reforços poderiam ser contratados, portanto, apenas após o fim da temporada 2016/2017 do futebol europeu. Os clubes, porém, ainda podem se reforçar na atual janela de transferências, que se fecha no próximo dia 1º de fevereiro.

A punição da Fifa também impede o Atlético de contratar jogadores espanhóis ou estrangeiros nas duas próximas janelas, mas o clube está confiante de que poderá reverter a sanção. Na nota oficial que divulgou nesta segunda-feira, na qual confirma o recurso contra a resolução da Comissão Disciplinar da Fifa, o Atlético ressaltou que "não está de acordo" com a punição e que "agiu dentro da lei em todos os casos".

Por isso, o Atlético de Madrid acionou o Comitê de Apelações da Fifa para pedir que a punição seja suspensa enquanto o recurso estiver sendo julgado pela entidade que controla o futebol mundial. Além da proibição de fazer contratações, o clube foi multado no último dia 14 em 900 mil francos suíços (cerca de 822 mil euros).

Quando anunciou as punições a Atlético e Real, este também multado em US$ 360 mil, a entidade que controla o futebol mundial classificou as punições como um esforço para proteger os direitos dos jogadores. E o caso dos dois clubes de Madri envolve atletas que atuaram por esses times entre 2007 e 2014, de acordo com a Fifa.

"Se determinou que os clubes violaram várias cláusulas relativas à transferência internacional e primeira inscrição de jogadores, assim como outras disposições relacionadas com a inscrição e participações de certos jogadores", expressou a Fifa em um comunicado quando anunciou a punição.

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