JuanJo Martin/EFE
JuanJo Martin/EFE

Atlético de Madrid pede o grito da torcida na Liga dos Campeões

Time precisa ganhar por dois gols de diferença do Leverkusen

O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 07h42

Para sobreviver na Liga dos Campeões e continuar sonhando em chegar à final pelo segundo ano seguido (foi derrotado pelo Real Madrid em 2014), o Atlético de Madrid pede ajuda à torcida.

O time recebe nesta terça-feira o Bayer Leverkusen com a necessidade de vencer por dois gols de diferença para avançar às quartas de final (vitória por 1 a 0 levará a partida para a prorrogação), e quer um ambiente que intimide a equipe alemã. "Não quero um minuto de silêncio no estádio. Precisamos do barulho que já nos empurrou para conseguir grandes coisas", disse o técnico Diego Simeone.

Tomar a iniciativa não é muito com o Atlético, que prefere o jogo de contragolpes e de jogadas de bola parada, mas nesta terça o time não terá outra opção. O desafio será fazer isso sem correr riscos. "Precisamos fazer gols, mas não podemos sofrer. E o Bayer é uma equipe muito rápida na frente", avaliou Simeone, que faz mistério sobre quem será o centroavante: Mandzukic ou Fernando Torres.

O Bayer Leverkusen jogou bem no fim de semana – goleou o Eintracht Frankfurt por 4 a 0 pelo Campeonato Alemão –, e o técnico Roger Schmidt diz que a equipe está pronta para o que define como "grande desafio". "Enfrentar o Atlético em seu estádio é uma tarefa complicada, porque é um time que joga com grande intensidade e tem uma torcida muito vibrante."

FÉ NA VAGA 

Na outra partida do dia, o Arsenal precisará de uma façanha para se classificar. Como perdeu em Londres por 3 a 1, terá de bater o Monaco fora de casa por três gols de diferença. Se ganhar por 2 a 0, ficará fora pelo critério de gols marcados como visitante. E se sofrer um gol terá de fazer quatro.

"O Monaco é o favorito e está numa situação bastante confortável, mas acreditamos que é possível reverter a situação", disse o técnico Arsène Wenger.

Sua equipe conseguiu duas grandes vitórias semana passada (sobre o Manchester United, fora de casa, pela Copa da Inglaterra, e diante do West Ham), o que ajudou a aumentar a confiança dos jogadores. "Se não achássemos possível conseguir a classificação nem teríamos vindo para cá. Estamos num ótimo momento e vamos dar tudo o que temos para fazermos o resultado que nos interessa", disse o zagueiro Mertesacker.

O Monaco construiu a vitória na partida de ida transformando seus contra-ataques em ouro, e vai usar a mesma estratégia hoje. Ciente de que o time inglês precisará atacar muito, o plano é usar a velocidade para explorar os espaços que surgirão. O lateral-direito Fabinho, convocado por Dunga para os amistosos do fim do mês contra França e Chile, pode jogar na linha de quatro meio-campistas para poder atacar sem tanta preocupação de levar uma bola nas costas.

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