Atlético-MG conquista título inédito da Copa derrubando campeões

Atlético-MG conquista título inédito da Copa derrubando campeões

Galo deixa pelo caminho o tetracampeão e arquirrival Cruzeiro, os tricampeões Corinthians e Flamengo e o bicampeão Palmeiras

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2014 | 23h52

Três dias depois de a parte azul mineira fazer grande festa por um título nacional, com o Cruzeiro bicampeão brasileiro, desta vez é o preto e branco que colore o Estado que manda no futebol nos últimos dois anos. Com campanha digna de um campeão, passando só por equipes tradicionais e que já curtiram o gostinho de levantar a taça da Copa do Brasil, o Atlético-MG finalmente dá a volta olímpica na competição após 24 tentativas frustradas.

Um prêmio para o trabalho do técnico Levir Culpi. E também para coroar o grande momento de Diego Tardelli e a força impressionante do torcedor do Galo, que empurrou o time para duas viradas espetaculares em cima dos tricampeões Corinthians e Flamengo - perdeu fora de casa por 2 a 0 e saiu em desvantagem diante de ambos, por 1 a 0 no Mineirão antes de buscar o 4 a 1.

Uma confirmação de que a campanha do "eu acredito", tão bradada pelo apaixonado torcedor desde a conquista da Libertadores de 2013, recheada de viradas dramáticas, se encaixou plenamente.

Depois de não conseguir buscar o bicampeonato da América, o Atlético-MG viu o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil ser ingrato. Pelo caminho, o bicampeão Palmeiras, facilmente batido com vitórias por 2 a 0 e 1 a 0. Logo depois, veio o Corinthians. E a vaga nas semifinais com gol do zagueiro reserva Edcarlos quase no fim do jogo de volta. A campanha que parecia fadada ao fracasso após derrota por 2 a 0 no Itaquerão e uma parcial negativa de 1 a 0 em casa se tornou possível de título com o imponente 4 a 1.

E, quis o destino, repetisse diante do Flamengo de Luxemburgo, atual detentor do título e que falava grosso após 2 a 0 no Maracanã. O gol de Everton aos 33 minutos até calou o Mineirão por alguns minutos. Mas o Galo bom de briga não se rendeu. Ao contrário, trouxe a torcida para seu lado com Carlos, antes do intervalo. Se contra o Corinthians o time desceu aso vestiários em vantagem, desta vez precisou de três gols na etapa final, dois deles após os 35 minutos da fase final. Dátolo e Luan foram os heróis.

Veio, então, a final dos sonhos. Nada melhor do que acabar com a sina de ficar pelo caminho na competição diante do maior adversário. Ganhar do Cruzeiro seria a redenção para quem já tinha parado duas vezes na semifinal, outras oito nas quartas, 10 nas oitavas e por quatro vezes não foi além da segunda fase. E ela veio na noite desta quarta-feira.

Na verdade, começou a ser escrita há duas semanas, desta vez com o primeiro jogo em casa. Um triunfo por 2 a 0 com gols de Luan e Dátolo. No gigante Mineirão onde foi marcante contra Corinthians e Flamengo, pela primeira vez o Atlético-MG sentiu o gosto de ser "minoria".

Mas não se intimidou com mais de 60 mil vozes cruzeirenses. Pelo contrário, contou com o pulmão forte de 1.854 guerreiros que representavam outros tantos milhões de atleticanos e soltou com merecimento o grito de "é campeão."

Um título para se tirar o chapéu. Daqueles que encantam quem é apaixonado por futebol. E uma grande prova de que a parte do hino que ressalta o "Galo forte e brigador", cai bem para retratar a brilhante primeira conquista da Copa do Brasil.

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