Atlético-MG garante venda de Gilberto

João Batista Ardizoni Reis, negou hoje a possibilidade de a venda do volante Gilberto Silva ao Arsenal, da Inglaterra, não ser concretizada. Segundo ele, houve um equívoco no comunicado do Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que informava que os jogadores Fábio Augusto e Valdir haviam conseguido uma liminar na 20ª Vara da Justiça do Trabalho de Belo Horizonte que proibiria o clube de negociar jogadores antes de saldar a dívida com os ex-atletas. Segundo Ardizoni Reis, o relator do processo da 20ª Vara do Trabalho, juiz Caio Vieira de Melo, garantiu a ele não ter expedido nenhuma ação cautelar que impedisse a negociação e o diretor do Departamento de Registro da CBF, Luís Gustavo, também teria negado a informação. O vice-presidente jurídico do Galo disse que foi apenas enviado um ofício à entidade reiterando uma decisão já tomada pela Justiça do Trabalho em janeiro deste ano, que retém 30% das receitas do clube, para que este possa cumprir com suas dívidas trabalhistas. "Isso já existe desde janeiro. Foi apenas uma reiteração, uma tempestade em copo d?água", classificou. O dirigente atleticano afirma que, com a venda de Gilberto Silva, o clube poderá quitar todo o seu passivo trabalhista, estimado em cerca de R$ 5 milhões. "Mais ou menos a metade está sob penhora e eu acredito que, com mais R$ 3 milhões, o Atlético zera o seu passivo". O clube mineiro tem uma dívida total estimada em R$ 70 milhões. Parcelas - O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Alexandre Kalil, retornou hoje para Belo Horizonte. O dirigente classificou como "excelente" o valor líquido (US$ 7 milhões) arrecadado pelo clube com a venda de 80% dos direitos federativos do jogador. Segundo Kalil, o pagamento será feito em duas parcelas, a primeira dentro de 90 dias e a outra, um mês depois. O dirigente informou que irá priorizar o pagamento dos funcionários, cujos salários estão há cerca de dois meses atrasados.

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