Atlético-MG: mudanças nesta 4ª

A diretoria do Atlético-MG anuncia nesta quarta-feira as providências prometidas logo após a desclassificação da equipe nas semifinais da Copa do Brasil, na derrota por 2 a 1 para o Brasiliense. Em crise financeira, com dívida superior a R$ 70 milhões, o clube deverá reduzir salários de atletas e fazer cortes no elenco. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Alvinegro, Alexandre Kalil, a idéia é diminuir ao máximo possível a folha salarial do time, hoje em torno de R$ 1,7 milhão. As medidas, no entanto, causam polêmica entre integrantes do grupo, antes mesmo de ser detalhadas. Jogadores com vencimentos altos já dão sinais de que podem deixar o clube, caso os dirigentes realmente mexam em seus bolsos. Guilherme e Marques, os mais bem pagos, lembram que em várias ocasiões continuaram atuando normalmente, apesar de salários e prêmios terem sido quitados com atrasado de meses. "Nem por isso deixei de entrar em campo para fazer a minha parte", queixa-se Marques, há quase cinco anos no Atlético e a sete meses do fim do contrato. "Eu sempre cumpri meus deveres", completa Guilherme, insinuando que redução de vencimentos, em sua opinião, seria uma injustiça. "Mas se a nova ordem for para conversar sobre salários e sobre os atrasados, vamos conversar", diz. Com a convocação de Gilberto Silva para a seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo - e com a possibilidade de o jogador ser negociado logo após o mundial -, o técnico atleticano Levir Culpi, mantido no cargo até o fim do ano, pede a contratação de um volante. Um dos nomes que surgiram, nesta terça-feira, foi o de Galeano, dispensado pelo Palmeiras. Também será necessária, na opinião do treinador, um goleiro. É que o titular Velloso, operado de uma lesão no ombro, só deve voltar aos treinos em oito meses.

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