Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético

Atlético-MG para na retranca da Chapecoense e fica no 0 a 0 no Independência

Mineiros não saem do zero diante de catarinenses em casa, pelo jogo de ida nas oitavas da Copa do Brasil

Estadão Conteúdo

02 Maio 2018 | 21h34

O Atlético Mineiro parou na retranca da Chapecoense, na noite desta quarta-feira, e ficou no 0 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Com dificuldades no último passe e nas finalizações, a equipe mineira não conseguiu fazer valer o fator casa no Independência, em Belo Horizonte.

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Apostando no bom momento de Róger Guedes, o Atlético dominou o time catarinense do começo ao fim, criou as melhores chances da partida. Mas parou nas suas próprias falhas no ataque, principalmente em razão da solidez da defesa da Chapecoense, que entrou em campo somente com o objetivo de não levar gols.

A estratégia deu certo e o time catarinense leva para a Arena Condá o empate sem gols. O jogo da volta será no dia 16, daqui a duas semanas. Até lá, o técnico Thiago Larghi espera contar com Cazares em perfeitas condições, após fazer seu retorno nesta quarta, entrando somente no segundo tempo. Na defesa, a novidade foi o zagueiro e capitão Leonardo Silva, que não entrava em campo desde a final do Mineiro

O JOGO

O primeiro tempo do jogo desta quarta foi um confronto entre ataque e defesa, mas sem as emoções que geralmente ocorrem em partidas deste tipo. E isso porque o Atlético-MG teve dificuldades no ataque, apesar das investidas constantes de Róger Guedes ao longo dos primeiros 45 minutos.

O meia-atacante foi o motor atleticano, dando sustos na defesa catarinense. Era ele quem movimentava o ataque, assim como fizera na vitória sobre o Corinthians, no fim de semana, pelo Brasileirão. Foi uma jogada sua que gerou a melhor chance dos anfitriões na etapa inicial. Aos 13, ele disparou pelo meio e a bola sobrou para Gustavo Blanco encher o pé. O goleiro Jandrei fez a defesa

No entanto, as chances reais de gol eram praticamente nulas. O Atlético dominava com facilidade o meio-campo e até criava bem, mas falhava no último passe. Ricardo Oliveira assistia mais do que participava das jogadas porque a bola não chegava.

Para piorar a situação do Atlético, a Chapecoense abdicava totalmente de atacar, talvez escaldada pelo insucesso em seu primeiro duelo de mata-mata no ano, na Copa Libertadores, quando caiu logo no primeiro confronto, contra o Nacional, do Uruguai. Os visitantes apostavam na cautela da retranca para tentar levar o empate para a Arena Condá.

O panorama pouco se alterou no segundo tempo. A Chapecoense seguia concentrada na defesa, enquanto o Atlético continuava a cometer erros em lançamentos, últimos passes e finalizações.

A pressão atleticana aumentou a partir dos 20, pouco depois das entradas de Cazares e Elias em campo, nas vagas de Gustavo Blanco e Adilson. Os anfitriões ganharam maior volume de jogo no ataque e o visitante começou a levar sustos. Um deles aconteceu aos 27, quando Patric avançou até a linha de fundo e bateu cruzado, raspando o pé da trave.

Apesar da insistência, o Atlético repetia as limitações no ataque, enquanto a Chapecoense parecia cada vez mais confiante na defesa. Nos minutos finais, o time catarinense tentou aproveitar bobeada da zaga anfitriã e chegou a dar trabalho para Victor antes do apito final, que encerrou os primeiros 90 minutos do confronto.

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